
Uma advogada foi presa preventivamente na sexta-feira (4), em Ijuí, no Noroeste do RS, em um desdobramento de uma investigação sobre cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. O caso envolve a exploração de jovens no município.
A mulher atuava na defesa de integrantes do grupo criminoso investigado. Segundo a Polícia Civil, ela assumiu o compromisso perante o Ministério Público de garantir a libertação e o retorno seguro das vítimas para as famílias. O nome dos suspeitos não foi divulgado.
O acordo, no entanto, não teria sido cumprido. A investigação aponta que as mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento de prostituição na região de Planalto, no Norte do estado. De acordo com a polícia, a mulher atuava na defesa de facção e teria descumprido acordo com o Ministério Público. Vítimas foram levadas para outro estabelecimento em Planalto, onde oito mulheres foram resgatadas.
Por Tamires Hanke, RBS TV
Uma advogada foi presa preventivamente na sexta-feira (4), em Ijuí, no Noroeste do RS, em um desdobramento de uma investigação sobre cárcere privado, exploração sexual e trabalho análogo à escravidão. O caso envolve a exploração de jovens no município.
A mulher atuava na defesa de integrantes do grupo criminoso investigado. Segundo a Polícia Civil, ela assumiu o compromisso perante o Ministério Público de garantir a libertação e o retorno seguro das vítimas para as famílias. O nome dos suspeitos não foi divulgado.
O acordo, no entanto, não teria sido cumprido. A investigação aponta que as mulheres teriam sido levadas para outro estabelecimento de prostituição na região de Planalto, no Norte do estado.A OAB/RS afirmou que tomou conhecimento do caso na manhã desta terça-feira (8). De acordo com o órgão "a Ordem gaúcha requereu acesso aos autos do inquérito, a fim de analisar os fatos apurados e adotar, com a celeridade necessária, as providências institucionais cabíveis".
Uma das vítimas relatou à Polícia Civil ter sido ameaçada de morte pela advogada durante o deslocamento. A suspeita teria afirmado que a mataria caso a mulher voltasse a procurar as autoridades. A ameaça embasou o pedido de prisão preventiva.
Dias após o fechamento da casa em Ijuí, a polícia realizou uma operação no estabelecimento em Planalto. Oito mulheres foram encontradas no local e resgatadas.
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