Lugares desconhecidos – Rabiscos do Silêncio

 

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Quando nós viajamos por lugares em que nunca estivemos ou nossos olhos nunca viram, tudo é novidade. Cada paisagem exibe seus elementos completando cada cenário, muitas vezes com suas árvores, rios, cachoeiras, campos, plantações e animais.


Isso também vale quando vamos a outras cidades em que nunca estivemos. Até ouvimos falar ou mesmo vimos através de imagens produzidas por fotos e fatos que são reportados por noticias do cotidiano, porem só ficamos focados em interpretações traduzidas pela imaginação formando uma prévia das casas, prédios, pessoas, ruas e praças.
E quando presenciamos esses lugares que até então eram desconhecidos aos nossos olhos, tudo se revela, seja de maneira positiva ou negativa, dependendo do modo como formulamos nossa interpretação traçada pelo pensamento. É possível que nos surpreendamos ao ver os “novos lugares” que não faziam parte do nosso conhecimento prático e passemos a coletar curiosidades e captar coisas boas para nossa vida.
Para quem tem tais oportunidades de conhecer “novos lugares” não deve reprimir essa vontade, precisa se permitir essas experiências de fazer um turismo com a vida. Isso muda a direção dos pensamentos, numa demonstração de leveza, conhecimento e inserção. Contemplar a natureza e conhecer novos lugares nos estimula a buscar conhecimentos e descobrir de forma mais profunda a nossa própria identidade.


Entretanto, na nossa existência também possuímos lugares desconhecidos que carecem de novas oportunidades, através de um olhar prático, pois estes locais ainda não explorados podem conter teorias que desiquilibram as identidades próprias de cada um de nós. Nesse sentido os lugares desconhecidos são o coração e a consciência, que necessitam produzir conhecimentos que elevam a autoestima das pessoas, pois não basta afirmar que conhecemos alguém na exterioridade, é necessário depositar confiança que lhes permita crescerem interiormente.


Esse crescimento faz com que saiamos de nossa particularidade e nos direcionemos ao encontro desses lugares desconhecidos, olhando a vida dessas pessoas com olhar diferente, novo, numa experiência que demonstre o interesse em ajudá-las a encontrar paz, amor ou perdão em seus corações e consciências.


Essas pessoas não devem ser desprezadas por nossa particularidade, pois enquanto nós as tratarmos como desconhecidas e olharmos somente com nossa razão externa, será em vão olharmos esses corações e consciências sem a reta dimensão de acolhida. São exemplo disso as pessoas infelizes nas suas interpretações e que veem a realidade com olhar de insegurança. Falta oportunizá-las visitando-as com nossa postura de acolhida.


Pra conhecer alguém verdadeiramente é necessário desprender-se do nosso individualismo e nutri-lo com um pensamento agradável, depositando plena confiança. Em nossos lares muitas vezes a convivência não acontece, pois é comum se valorizar mais os objetos pessoais (televisão, celular, carros,…) que não deixam de ser importantes, porém se faz necessário saber usá-los com discernimento, não colocando-os acima das pessoas, quebrando o diálogo frutífero e produtivo, que leva ao conhecimento prático.


A consciência precisa diariamente fazer uma viagem interna na busca do infinito das coisas do coração e olhar a dimensão do desconhecido com amor. Não se deve desfigurar a presença das pessoas em nós, mas transfigurá-las com a sustentabilidade do finito na elevação da autoestima. Aproveitar o tempo presente para acolher as circunstâncias de cada momento, enviando a todos apenas pensamentos sadios, que façam com que sintam a vibração em suas mentes. Assim os lugares desconhecidos poderão se tornar a revelação de muitas coisas ocultas que fazem com que cresçamos no respeito pelas diferenças.

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