Policial aposentado morre em tumulto seguido de disparos em Torres

Foto: reprodução

Um policial rodoviário federal aposentado morreu após um tumulto seguido de troca de tiros em Torres, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul. O caso ocorreu na área central do município durante a madrugada desta segunda-feira (23). Briga teria começado após abordagem dos PMs a dois filhos do policial.

A ocorrência teve início quando a Brigada Militar teria sido chamada por causa de ligações sobre perturbação da ordem pública e do sossego próximo de uma padaria na área central de Torres. Os policiais teriam, então, seguido a dois suspeitos em um carro. Eles abordaram os homens em frente a um prédio, na rua Borges de Medeiros. Ambos teriam reagido após uma perseguição, conforme a versão policial.

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Logo após serem abordados pelos militares, o policial rodoviário Fábio Cesar Zortea e a esposa foram desceram até a portaria. Houve luta corporal entre eles e os brigadianos. Um vídeo gravado por moradores mostra parte da ação: um dos homens dando socos em um policial que está contra a portaria de um prédio, enquanto uma mulher está caída no chão. Na sequência, outro homem – que seria o policial rodoviário – avança contra outro brigadiano, que consegue se desvencilhar e é perseguido. O PM atira e o aposentado, que estava com um cacetete na mão é atingido. Mesmo assim, parte para cima do policial que está acuado. Logo em seguida, cai no chão, ferido.

Segundos depois, chegam mais policiais, que dominam os homens e impedem novas agressões de um dos policiais, que tentou chutar um dos supostos agressores.

O policial rodoviário foi socorrido e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos. Ele foi baleado no tórax e na cabeça. Um dos filhos do aposentado foi atingido na perna e o outro preso.

A Brigada Militar afastou os dois policiais militares que participaram da ação. Eles serão atendidos pelo serviço psicossocial da corporação e responderão a inquérito policial militar. O prazo para a conclusão das investigações é de 60 dias. A Polícia Civil também investiga o caso.

O que diz a Brigada Militar

NOTA OFICIAL SOBRE CONFRONTO EM TORRES ENTRE BM E TRÊS INDIVÍDUOS

A Brigada Militar manifesta-se, por meio desta nota, sobre a ocorrência na madrugada da segunda-feira (23/8), no centro de Torres, na qual houve confronto entre dois policiais do 2º BPAT e três indivíduos. Após abordagem ao veículo em que dois deles estavam, o pai de ambos saiu de dentro de um prédio e houve o confronto do qual restaram um dos homens lesionados, um PM ferido e o pai, o policial rodoviário federal aposentado Fábio Cezar Zortea, em óbito.

Em primeiro lugar, a Brigada Militar lamenta a morte do policial aposentado e reforça a integração que mantém com a Polícia Rodoviária Federal.

O Comando Regional de Policiamento Ostensivo do Litoral (CRPO Litoral) já instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar os fatos e determinou como encarregado do IPM um oficial do Comando Regional, e não do 2º BPAT, a fim de manter total isenção e elucidar a ocorrência com a transparência necessária.

A Brigada Militar também informa que os policiais militares envolvidos na ocorrência já estão afastados de suas atividades e serão atendidos pelo serviço psicossocial prestado pelo Comando Regional, em Osório.

Tão logo o IPM seja concluído, no prazo máximo de 60 dias, a Brigada Militar prestará as devidas informações.

O que diz a PRF

Nota:

Sobre a morte do Policial Rodoviário Federal aposentado Fabio Cesar Zortea, na madrugada desta segunda-feira (22) em Torres/RS, durante ocorrência envolvendo a Brigada Militar:

– O PRF Zortea ingressou na instituição em 1994 e exerceu suas atividades na Delegacia da PRF em Osório, onde se aposentou em 2014;

– manifestamos nossa solidariedade e nosso sincero desejo de conforto à família nesse momento de dor;

– a PRF está prestando o apoio à família e acompanhará as investigações da Polícia Civil e da Brigada Militar, responsáveis pela apuração das condutas dos envolvidos, enquanto se coloca à disposição em contribuir para uma justa e isenta investigação.

Fonte: Agora RS

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