A espécie mais temida – Entrelinhas

Foto: Reprodução Twitter

A história já registrou muitas atrocidades geradas, provocadas e praticadas por seres humanos. Disputas por poder e dinheiro sempre representaram o estopim para desencadear desgraças, causar danos irreparáveis e definir destinos de pessoas.

Agora se assiste incredulamente a mais um episódio do desmedido valor atribuído ao poder e o desconcertante uso dele para impor medo, humilhar, agredir e matar.

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O povo no Afeganistão, cuja vida nunca foi fácil, se vê encurralado em meio ao caos instalado, dominado por um grupo que desconhece a expressão “direitos humanos”.

Há de se compreender que tamanho medo se converta em coragem para cometer atos como o de agarrar-se pelo lado de fora a um avião em plena decolagem. Arriscar tudo! Afinal não há mais nada para se perder, além da vida.

E esta, a vida, se esvai num último ato enquanto corpos despencam dos céus. O horror aos olhos de quem assiste no conforto do próprio lar não deve ser comparado ao dos que presenciam a fatalidade e, quem sabe, desejando estar no lugar daqueles que o fizeram por acreditar numa saída, embora tão absurda.

O desespero já é fatal por si só. Não vislumbrar possibilidades favoráveis é a morte. A morte da humanidade, da justiça, da fé.

É quase que incompreensível ver em tão avançada época comportamentos tão bárbaros quanto os do passado distante, com inocentes submetidos a regras de conduta e torturas inadmissíveis para quem se diz humano e racional. Na verdade é a prova incontestável da irracionalidade gerada pela disputa por comandar. Quem ganha? O que ganha?

Os protagonistas (Talibã) ganham a fama abominável pelo feito trágico de dominar novamente um país já desolado, mas o mundo ganha a vergonha de tornar-se palco mais uma vez da selvageria da espécie mais temida de todas, a homo sapiens.


Por Marlene Staub – Portela Online

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