Rabiscos do Silêncio – Viver e Pertencer


Somos a correção de algo que está para acontecer, mas ainda não nos pertence de maneira definitiva. Muitas pessoas já se encontram no lugar que lhes pertence, pois viveram fazendo o bem, sem os apegos desnecessários e com a busca da justiça de Deus como algo favorável para a verdadeira convivência.

Quem se dedica a viver a vida com tudo que promove paz, amor e justiça sofre de inquietudes silenciosas que causam intranquilidade e muitas vezes é mal interpretado, injustiçado e até caluniado por estar do lado da verdade, mas mesmo assim procura ser compreensivo e trabalha com interesse motivacional. Esse interesse motivacional anula as falsas interrogações que sofre e não o deixa desistir na busca do que lhe pertence.

Continua após as publicidades...

Receba notícias do site Portela Online pelo Whatsapp - clique aqui para entrar no grupo. Não tem mais vaga? Envie uma mensagem para (55) 99631-9327.

Continua a notícia...

Muitas pessoas perdem a capacidade de saber viver de maneira prática, pois vivem mergulhados em afazeres que não beneficiem o outro. Existe uma vontade pulsante em cada um de nós em ver o outro com amor e felicidade, porém essa vontade pulsante não pode ser abafada com interesses particulares que geram discórdias, exclusões e incompreensões. È necessário compreender os anseios dos sentimentos a que o outro está submetido a pensar, sem a correção da oportunidade de uma inclusão sadia e independente.

Quem vive a vida sem a busca intensiva de pertencer as coisas deste mundo, com a justificativa de não fazer bom uso de tudo o que passa, perde oportunidades em abrir os horizontes à experiências profundas da fé, mergulha a individualidade em afazeres que não transformam os corações cansados com os problemas da vida e dificulta a compenetração das coisas que não passam. É preciso sentir com a alma transparente a existência dessas coisas que não passam no amor, perdão e paz.

Pois quem perdoa, sente a inclusão do amor com desejo de ver a promoção da paz como meio em ser deste mundo e pertencer ao que está para acontecer com o começo da outra vida. Mas o amor precisa nascer do interior e sair para o exterior, com as sementes da compreensão, motivação e sabedoria prontas, sem interferência da exclusão, desconfiança ou intolerância, pois isso contamina o terreno dos corações das pessoas.

É preciso saber sentir a intensidade das coisas simples como a profundidade de uma criança que faz embalar a paz na transmissão de sabedoria, pela comunicação da sua inocência ou pela ótima aceitação dos pobres em espírito que vivem desapegados com as coisas deste mundo, mas sabem transfigurar-se em meio a muitos sinais de exclusão social, refazendo as suas vidas na dignidade de serem filhos do mesmo Deus que é Pai de todos nós.

Portanto, a vida se faz caminho quando nossa consciência souber trilhar na direção ao que nos pertence, com a busca intensiva pelas coisas que não passam e pela justificativa do desejo da alma. Mas o que nos pertence encontra-se nesta vida, não é algo distante ou separado de nós.

Agora é o tempo de amar, perdoar e compreender não no passado e nem no futuro, mas sim no presente do indicativo. O passado já passou e o futuro não chegou, mas no presente está todo o sentido dos sentimentos e poderemos refazer as coisas que impedem a realização pelo que nos pertence, sem os atropelos desnecessários que causam intranquilidade para nossas vidas.

Deixe um comentário