Os Ruídos Permanecem – Rabiscos do Silêncio

Enquanto a sociedade não reaprender certos valores, como amor, doação e respeito, os quais são adquiridos na família, o comportamento humano vai definhado e elevando o número de pessoas deprimidas, cansadas e sobrecarregadas, por tantos acontecimentos de violência, infidelidade e mentira que são elaboradas por consciências mal alimentadas, em ambientes desprotegidos de uma fé robusta de paz e diálogo.

É preciso organizar a mente para a busca da paz, mas paz que brote de um sentimento aberto que saiba extrair das pessoas, da natureza e dos ambientes em que vivemos coisas novas, vivas e permanentes. Tudo que gera mau exemplo precisa ser exterminado, excluído e condenado. Estamos vivendo momentos de insegurança, desiquilíbrio e falta motivação entre as pessoas.

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Parece que tudo é feito para o imediato. Um sorriso, uma atenção, um diálogo, por vezes não temos tempo pra nós mesmos, para pararmos diante da nossa vida e extrairmos a dimensão de permitir-nos o acontecimento da paz interior. É preciso ter boas maneiras e enviar mensagens de otimismo entre as pessoas, não esperar para responder aos anseios de quem se sente infeliz em seu ambiente, sabendo usar os mecanismos que dispomos com os diversos meios de comunicação social, para pedir, agradecer ou dar sugestões.

Isso abre novos horizontes e ajuda as pessoas encontrarem as formas de não sentirem-se rejeitadas. É fácil e cômodo excluir amigos por mostrarem-se contrários ao rol das ideias consensuais nas quais estiverem inseridos. Isso é muito perigoso, pois baixa a autoestima, contamina as ideias próprias e desmotiva interiormente e a pessoa não consegue produzir coisas boas e positivas.

Às vezes, por erros de interpretação somos julgados, banalizados e até feitos reféns das próprias ideias, num confinamento que empobrece os saberes da criatividade. Perseguimos ideias negativas ao invés de semearmos e cultivarmos bom senso para com os que erram por possuírem terrenos inférteis ou por perderem a intensidade nos caminhos da existência.

Qualquer fato negativo que acontece com o outro, por alguma brincadeira ou ideia elaborada sem a consequência desejada, provoca perda da confiança e a pessoas vive um labirinto de desconfiança, pois muitas vezes não sabe trabalhar com situações que são geradas fora da sua origem. É preciso saber estancar os problemas que acontecem no cotidiano das pessoas, tendo diálogo aberto com a compreensão independente da situação que o outro estiver passando.

E depois que alguém se fecha em seus princípios fica muito difícil estabelecer uma relação sadia, pois a desconfiança e os maus fluidos permanecem com uma dor profunda que corta a alegria. A pessoa vive angustiada, remoendo pensamentos agressivos, lesando a própria paz de espírito. Sua mente não consegue mais contemplar a organização de dias férteis em que sua rotina estava bem.
Precisamos valorizar mais as pessoas em suas dores, tendo sensibilidade para com o que se passa em seu interior. Não negar palavras de motivação e segurança, respondendo aos anseios com atitudes de quem espera respostas que transcendam o valor de uma conduta. Do contrário o clima entre essas pessoas entra em uma tremenda confusão e elas, não encontrando forças para reagir, se fecham em si mesmas, sem mais dar importância para a vida com seus problemas. É fundamental valorizar tais pessoas enquanto o seu tempo estiver favorável, ajudando a evitar desconfiança e a desintegração das suas ideias, no estancamento dos ruídos negativos que podem levar a perdas definitivas sem a volta desejada.

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