Morte de Rafael Winques em Planalto completa um ano; mãe vai a julgamento popular

Rafael Mateus Winques foi morto aos 11 anos de idade. Mãe confessou o crime / Foto: Arquivo Pessoal

Há um ano, o Rio Grande do Sul acompanhava o desaparecimento de Rafael Winques, de 11 anos, em Planalto, no norte do estado. Dez dias depois, o corpo dele foi encontrado, em uma caixa de papelão, do lado de fora da casa vizinha aonde ele morava com a mãe e o irmão — e, desde então, o dia 15 de maio foi confirmado também como o dia da morte do menino.

Segundo concluíram a Polícia Civil e o Ministério Público, ele foi morto pela própria mãe, Alexandra Dougokenski, por asfixia provocada por um estrangulamento. Ela confessou o crime, à época, indicando o local do cadáver, mas, atualmente, a defesa nega.

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“Alexandra foi muito clara no seu interrogatório frente à magistrada e informou que quem matou Rafael foi o pai, Rodrigo. Ela está muito abalada, sofre muito no presídio, toma uma série de medicações, e o que ela mais quer é ir a julgamento o quanto antes”, afirma o advogado Jean Severo, que representa Alexandra.

O crime que chocou a cidade de cerca de 10 mil habitantes é lembrado em uma arte em grafite no centro da cidade e é ainda mais vivo na lembrança de quem conviveu com Rafael Winques. Na escola onde ele estudava, uma foto representa a saudade de professores e colegas.

“Ele merece um lugarzinho especial, né? A falta dele, o que aconteceu com ele, está muito presente, com muita dor, dentro de nós e dentro da nossa escola”, conta a diretora Maria Cristina Rossi Curti.
O caso
Foi no dia 15 de maio do ano passado que Alexandra Dougokenski procurou a polícia para dizer que o filho tinha desaparecido, mas, desde o início, o comportamento dela causou estranheza.

“O comportamento dela não era um comportamento normal de uma mãe que está com um filho desaparecido. Ela não participava das buscas, não demonstrava preocupação. Ela estava mais preocupada em apontar eventuais suspeitos para justamente tirar ela do raio de ação polícia”, relembra o delegado Ercílio Carletti.

Em uma entrevista exclusiva à RBS TV em 21 de maio, Alexandra chegou a pedir ajuda para encontrar o filho. “A gente só quer ele de volta. A gente não tinha noção que o Rafael ia dormir na cama dele e no outro dia a gente não ia encontrar o Rafael em casa”, disse.

“Rafael é um menino de ouro, um menino tranquilo que não tem uma encrenca, uma criancinha tranquila mesmo”, descreveu.

Em 25 de maio, Alexandra mostrou à polícia onde estava o corpo do menino. Além do homicídio qualificado e da ocultação de cadáver, Alexandra foi denunciada pelo Ministério Público por falsidade ideológica e fraude processual porque tentou atrapalhar as investigações.

A justiça ouviu ela e 23 testemunhas.

Mãe de Rafael Mateus Winques confessou morte do filho, disse a polícia. — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Fonte: G1 – RS

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