RS declara emergência em saúde pública devido à circulação do vírus da febre amarela

Bugio avistado em mata na Zona Sul de Porto Alegre em 2019; primatas são sentinelas do vírus, transmitido por mosquitos — Foto: Sérgio Louruz/PMPA/Divulgação

O Rio Grande do Sul declarou, nesta quarta-feira, 28 de abril, emergência em saúde pública de importância estadual (Espie) em razão da confirmação da circulação do vírus da febre amarela.

A portaria declarando a emergência foi assinada na tarde desta quarta pela secretária estadual de Saúde Arita Bergmann, em reunião virtual. No encontro também foi anunciada a criação do Centro de Operações em Emergência (COE) de Arboviroses (doenças transmitidas por mosquitos infectados, como a febre amarela, dengue, chikungunya e zika vírus) com a participação de representantes da Federação dos Municípios do RS (Famurs) e do Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems).

Continua após a publicidade...
Continua o texto...

Segundo o último informativo epidemiológico, referente ao período de 18 a 24 de abril, 23 municípios têm circulação do vírus confirmada. O grupo, considerado área vermelha, é formado por cidades onde foram encontrados primatas mortos, contaminados por mosquitos de áreas silvestres que transmitem o vírus da doença.

Outros 72 municípios, situados no entorno, são considerados de área amarela, com riscos de também virem a ter circulação do vírus. Até agora, a doença não foi detectada em humanos.

“O RS está em situação de alerta. Já temos uma epidemia de dengue, agora estamos em situação de emergência com relação à febre amarela”, declarou Arita.

Conforme a secretária, “é necessário, neste momento, uma efetiva integração da rede de atenção à saúde com as Coordenadoria Regionais de Saúde (CRSs) e gestores municipais de saúde”.

“Além da preocupação com o coronavírus, que estamos enfrentando há mais de um ano, precisamos ficar atentos, evitando que outras epidemias cheguem ao Rio Grande do Sul”, diz Arita.

O informativo também registrou 3.014 casos confirmados de dengue, sendo 2.923 casos autóctones (originais daquela região) e cinco mortes, sendo duas em Santa Cruz do Sul, duas em Erechim e uma em Bom Retiro do Sul.

De chikungunya constam 878 casos em São Nicolau. Ijuí e Bento Gonçalves registram um caso cada.

 

Fonte: G1 – RS

Post Author: Portela Online