O Peso do desiquilíbrio – Rabiscos do Silêncio


Ter equilíbrio na vida é saber respeitar as diferenças na origem, meio e fim com que cada espécie se manifesta nesse universo cheio de novidades com a renovação da harmonia e tendo os vínculos de convivência voltados ao interesse humanitário.

Muitas vezes precisamos perceber que somos deste mundo, mas não fazemos parte definitiva das coisas que pertencem a ele, como a natureza com seus milhões de seres, animados e inanimados, presentes no universo do qual cada um de nós é membro. Não viemos fisicamente de outro mundo, mas fomos gerados pela consequência de uma sequência, por um ser espiritual, segundo a nossa fé (Deus).

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A nossa existência não pode independer desta presença espiritual que também se manifesta na matéria. E todas as vezes que ferimos a autonomia dessa presença espiritual através do mau uso da matéria o equilibro das nossas relações se transforma em desiquilíbrio. Isso acontece com as pessoas, com o meio ambiente e também com nossa particularidade quando por vezes alguém se apropria da liberdade das pessoas e da natureza para alimentar sua individualidade com exploração da personalidade numa prática de exclusão.

A natureza em sua plenitude nos expõe a simplicidade demonstrativa, através do meio em que vivemos sendo exemplo de como precisamos nos respeitar mutuamente. Esse respeito eleva a nossa autoestima num envolvimento sadio em contemplar a riqueza que existe em cada espécie, precisando de harmonia para fazer-se presente no universo.

Infelizmente a ação humana está tirando o agasalho que a Terra precisa ter para produzir independência coletiva em função de que a humanidade possa viver com dignidade. São as queimadas desorientadas, o desmatamento sem medida, aplicação de veneno contaminante e o mau destino do lixo algumas das ações contrárias ao equilíbrio tão necessário.
Desrespeitar a autoridade da natureza com tudo o que mancha, destrói polui é desfazer-se da obra do criador (Deus) que se manifesta na gentileza espiritual de maneira equilibrada. O exemplo da água que na sua cristalização tem o poder de dar vida a todos os seres vivos, também o ar, o sol, que se sustentam pela harmonia existente, e tantas coisas que foram feitas para que a humanidade se dignifique na justificativa da presença espiritual em nossa existência.

E todas as vezes que exploramos pessoas com acúmulo de riquezas, de maneira ilícita, sufocando a sua dignidade, manchamos a natureza com superficialidade da alma, pois todos nós somos filhos do mesmo Deus que envolveu-nos com o equilíbrio espiritual na partilha do material.

Mas a intelectualidade também precisa ser partilhada com equilíbrio no saber se colocar no lugar do outro, com a gentileza da experiência. Quando sufocamos as pessoas através do egocentrismo no saber, estaremos fugindo do compromisso da partilha espiritual, pois os dons que cada um de nós possui são para ajudar-nos mutuamente, colocando-nos a serviço do bem e não para fermentar desigualdades com manifestação do poder e diminuição.

Portanto, todas as coisas tem poder de existir na essência do espírito. A natureza com sua gentileza se manifesta dando-nos equilíbrio necessário para viver. Ela, na sua complexidade, se mostra ativa devolvendo através do exercício da regeneração tudo o que capta e causa desiquilíbrio ao meio ambiente. Nós também precisamos diariamente fazer o exercício da reorganização dos nossos sentimentos como uma reciclagem correta dos pensamentos. É essencial saber envolver-se, sem agredir o potencial existente em cada ser vivo ou inanimado que também precisa encontrar equilíbrio no seu espeço. Transformar e transformar-se mutuamente usando a correta aplicação da conduta na vida não somente para sobrepor a tudo o que existe, mas saber ser íntegro, vivendo em harmonia e paz.

Post Author: Portela Online