Assassinos e seus coadjuvantes… Tudo em família – Entrelinhas

Fotos: Divulgações

Jordana Tamires Watthier (Bom Princípio), uma menina de treze anos violentada e morta pelo padrasto. Henri Borel Medeiros (Rio de Janeiro), um menininho de apenas quatro anos de idade, cujo padrasto e mãe são presos, investigados pela sua morte.

Os episódios dessa natureza vêm se tornando tão frequentes que nem bem temos tempo de ficar a par de um deles, outro já se sucede causando cada vez maior repúdio e indignação na sociedade. Eles vão compondo uma triste a ampla lista de casos que dificilmente serão esquecidos, como do menino Bernardo Boldrini (Três Passos), da Isabella Nardoni (São Paulo) ou do Rafael Winques (Planalto ).

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Que seres humanos são esses? Que mentes deturpadas são essas? Por mais que nos esforcemos é incompreensível que pessoas cheguem a esses extremos, cometendo atos tão sórdidos contra indefesos. E pior, de seu convívio familiar. É inadmissível, grotesco, repulsivo!

E a perplexidade é ainda maior por existir esse vínculo familiar, ou seja, são os que deveriam primeiramente protegê-los que os colocam nessas situações de risco, que fecham os olhos ou pior, colaboram para articular friamente as agressões e assassinatos.

É também normal ansiarmos por justiça mais do que comumente, pois fatos dessa natureza nos despertam uma gama de sentimentos intensos que desencadeiam esse desejo coletivo de que tais indivíduos paguem pelo que fizeram.

Entretanto sabemos todos que a justiça tem seus trâmites legais, os quais muitas vezes impedem a agilidade do desfecho ansiado, mas por tantos anjos a quem foi imposta a interrupção da vida a sociedade exige: “que tarde, mas não falhe”. Para que novos Henris, Jordanas, Isabellas, Rafaeis e Bernardos não tenham o mesmo cruel destino.

Não há perdão, muito menos pena que amenize o caráter hediondo dos atos cometidos, mas que sirvam de exemplo a outros desumanos que andam espalhados por aí.

Fonte: Marlene Staub – Portela Online (Entrelinhas)

Post Author: Portela Online