Asilo de Três Passos registra surto de coronavírus; quatro idosos morreram

Residência para idosos em Três Passos registrou 21 casos entre os moradores — Foto: Divulgação/Lar São José

Quatro idosos morreram de Covid-19 no Lar São José, que registra surto da doença, em Três Passos. Dos 52 moradores, 21 contraíram a doença.

Todos os residentes tomaram a primeira dose da vacina Coronavac, no fim de janeiro. A segunda dose não chegou a ser aplicada, após a constatação de sintomas em alguns dos moradores.

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As mortes ocorreram entre 15 e 21 de fevereiro, mas somente nesta quinta-feira (4) tiveram confirmação para a Covid-19.

Nove idosos foram internados. Um deles ainda está no hospital e os demais foram liberados. Outros 14 aguardam o resultados de testes, no lar.

Desde o surgimento do primeiro caso, a direção do lar fez um trabalho de sanitização em todo o prédio, nos materiais e também nos equipamentos utilizados pelos idosos.

No Norte do estado, a prefeitura de Nonoai confirmou a morte de quatro idosos por coronavírus nesta quarta-feira (3). O grupo residia no asilo Casa de Assistência Social Amor e Caridade. Eles também haviam tomado a primeira dose da vacina contra a Covid-19, e aguardavam a segunda.

Vacinação de idosos

Idosos, especialmente os que vivem em instituições de longa permanência, estão na lista prioritária da vacinação contra a Covid-19. Isso porque a mortalidade é maior entre essa faixa etária.

Em asilos, é difícil manter medidas como distanciamento social. Além disso, os profissionais que trabalham nesses locais entram e saem diariamente, deixando todos mais vulneráveis.

Especialistas explicam que a defesa do corpo fica mais vulnerável a doenças como a Covid à medida que os anos passam porque as células do sistema imunológico envelhecem e a reação às ameaças ocorre de forma mais lenta.

O sistema imunológico reage de duas maneiras quando entra em contato com um organismo estranho. A primeira é a resposta inata, que já nasce com a gente. A reação é quase imediata. As células de defesa dão o alerta para outras células de que existe uma infecção e começam a combater o invasor. A segunda resposta, adaptativa, é adquirida ao longo da vida. Se trata do anticorpo produzido para combater uma doença específica e que fica na memória do nosso organismo. A vacina induz este tipo de reação.

Mas o envelhecimento torna todo esse processo menos eficaz. “As células de defesa do nosso organismo agem de uma forma um pouco mais lenta. É muito importante inclusive o diagnóstico precoce dessas doenças”, explicou Maisa Kairalla, geriatra e coordenadora da Comissão de Imunização da SBGG, ao Jornal Nacional.

Fonte: G1 – RS

Post Author: Portela Online