Um por todos e todos por um, a regra perfeita!

Enfrentamos um tempo não previsto nem por videntes, nem por cientistas, e o medo e a descrença convertem-se em batalhões que se digladiam do dia a dia, tornando tudo ainda pior.

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Ampliamos o vocabulário com novas palavras: pandemia, antígeno, anticorpos… Ampliamos a visão da insignificância humana diante de um ser de ínfimas proporções que se alastra pelo mundo como uma nuvem escura cobrindo nossa esperança por um “acabou”.

Por outro ângulo comprovamos a capacidade humana na pesquisa para uma cura, na engenharia com hospitais relâmpago, na informação global.
Então por que essa sensação de que estamos perdendo a guerra? Talvez porque leis, decretos e regras não impõe bom senso, talvez porque o tal do livre arbítrio permite decisões individuais em detrimento do coletivo. Afinal pensar no bem de todos não é comum. Nem para governantes, nem para cidadãos.

E como pode funcionar um sistema onde cobrar comportamentos protetivos ofende, incomoda, revolta, cansa? Não funciona! Estamos vendo acontecer.

E não adianta tirarmos a razão de um e reforçá-la para outros, xingarmos ou debatermos nas mídias. Não resolve. A culpa e os culpados estão espalhados pelo mundo, pelo país, pela cidade e pelas ruas. Se fosse possível congelar o planeta e voltar numa outra era para dar sequencia à vida normal, seria uma boa opção.

Mas por enquanto o que se pode fazer e deve ser feito continua sendo o simples: fique em casa sempre que possível, se sair arme-se de máscara e álcool gel. Não queira tirar a prova da verdade com atitudes que não tem volta. A COVID está batendo em todas as portas e já começam a ser raras as famílias que ainda não tiveram essa experiência. Caso tenham enfrentando a enfermidade com certa tranquilidade em relação aos sintomas não significa que outros do mesmo grupo assim passarão. Cada organismo reage de forma individual, comorbidades agravam em muito a sintomatologia, o vírus tem variantes que podem contaminar novamente quem já se infectou com ele e alguém poderá precisar de um leito de UTI que não estará disponível, sendo condenado ao fim.

Enfim, são inúmeras razões para sermos inteligentes e sensíveis, agindo como mosqueteiros: “Um por todos e todos por um!”. É o único caminho. Sigamos nele.

Assina: Professora Marlene Staub

Post Author: Portela Online