Rabiscos do Silêncio – Sentindo o sentido de viver

Andando pelos caminhos da existência encontramos muitas pessoas desiludidas com os problemas da vida. São pessoas que sofrem de um grande bloqueio em seus sentimentos e vivem alimentado o pensamento com a angustiosa agitação do mundo exterior.

Essas pessoas sentem uma profunda rejeição em relação à convivência entre amigos ou familiares e procuram isolar-se ou são logradas por um comportamento alienado, o qual é alimentado por más companhias, situação que se traduz em prejuízo social. A dor desse tipo de comportamento não pode ser ignorada pela nossa particularidade, ao contrário, precisamos criar ações favoráveis de acolhida com a responsabilidade de fazer com que tais indivíduos possam retornar ao bom caminho.

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Muitas destas pessoas não tiveram um lar fervoroso de amor, compreensão, acolhida e diálogo, o qual pudesse dar crédito a uma liberdade feliz e repleta de oportunidades para desenvolver suas criatividades em prol do bem comum. Sentem-se elas inseguras de si mesmas, cultivando pensamentos e ações desfavoráveis em um comportamento desprotegido, sem interesse em compartilhar sua dor com outras pessoas.

Às vezes é preciso interromper nossa agitação externa e mergulhar a existência num caminho mais prático, abrindo espaço para a compreensão. Mas para isso se faz necessário converter nossa atitude e depositar confiança nessas pessoas, pois a confiança desmancha os bloqueios que elas possam estar sentindo em suas vidas. E usando um diálogo robusto de perspectivas positivas, sem impor ideias que tenham peso na origem do problema, com imaturidade de quem só pensa em prejudicar, podemos mudar o curso de suas vidas.

E quem se ocupa em prejudicar a vida das pessoas que estejam sofrendo de perturbações no sentido de suas vidas, perde um tempo precioso em abrir-se ao horizonte da paz e não sabe viver a verdade como atividade permanente da compreensão. A verdade precisa ser sentida em nossa consciência pelo valor do silêncio interior. Isso é lá no cotidiano, junto das nossas atividades, onde é preciso fazer o exercício profundo de colocar o outro na mesma dimensão de valorização e evitar ferir o coração com a maldosa interferência de sentimentos doentios de exclusão.

Ter cuidado para não desvalorizar quem está colocado em dimensões contrárias ao otimismo é usar a nossa percepção dos problemas pelos quais o outro esteja acometido, o que lhe fere diretamente os bons fluidos do pensamento, e abrir caminhos de esperança. Assim sabendo colocar uma comunicação legível entre o coração e a consciência, propagando a leveza segura de paz interior. O coração não merece receber cargas pesadas de pensamentos mal elaborados pela consciência. Isso é um grave defeito de uma personalidade doentia.
Precisamos ser mais para ter mais. Ser mais amigos uns dos outros, ser mais pais e mais filhos, ser mais profissionais que amem fazer o bem. Ter mais amor para com as pessoas que sofrem fechadas em seus sentimentos, ter mais perdão para quem errou no caminho da existência, ter mais caridade para quem está desiludido com os percalços da vida. Tudo isso é possível tendo compromissos que desenvolvam uma mentalidade de aproximação alicerçada em paz e motivação, sem quebrar, destruir ou desativar o sentido positivo da vida de quem perdeu a direção da existência, sendo mais propagadores de esperança numa coletividade aberta, a qual ajude a desamarrar as correntes que aprisionam os corações abandonados em seus desconfortos.

Post Author: Portela Online