Um tiro no próprio p…ulmão – Entrelinhas


O ano se aproxima do fim, a vida por aqui parece começar a voltar ao normal, o que para muitos já era sem tempo. Entretanto, para os mais cautelosos e bem informados está claro que a saga Covid-19 parece estar longe de acabar.
O mundo registra um padrão do coronavírus chamado de “segunda onda”. Em todos os casos esse evento foi ocasionado pela liberação do isolamento social de forma antecipada, pois as pessoas estão se expondo aos riscos de forma incontrolável, como uma corrida para recuperar o tempo perdido em suas vidas sociais.

A Europa vive a segunda onda e adota novamente as medidas de controle tentando isolar a população com as medidas restritivas. Tudo parece mais triste e preocupante porque já se sabe o que está sendo enfrentado e o medo volta com toda a sua intensidade.

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O que muda nesse segundo momento é o perfil dos doentes. Pesquisas apontam que são os jovens os mais atingidos agora. E isso intensifica a preocupação pelo fato de que estes são os que mais se expõe ao vírus, seja por desacreditarem do perigo ou por acreditarem que o fator idade seja suficiente para que passem pela doença sem grandes dificuldades.

Por aqui não está sendo diferente. A exposição sem uso das medidas de controle e a ocorrência de aglomerações é um fato. A comemoração da “liberdade” está em alta. Seguem os cuidados os poucos mais atentos ao que se passa no mundo e até aqui por perto para quem prestar mais atenção.

As consequências se estendem a todos os setores, inclusive o mercado financeiro que passa por grande instabilidade, o que afeta a todos nós. Mas o que é mais assustador é a aposta cara que a população faz quando pensa “Foi tudo um grande engano”, “Não precisava tudo isso” ou “Aqui é diferente”. É um preço alto demais a se pagar pela descrença. Fatos provam a verdade, pelo menos a verdade do que essa doença pode causar.

Quanto a outras “verdades” talvez nunca saibamos de tudo, afinal informação demais também confunde e manipulação sempre existirá. O que é certo é que Covid mata. Mata pessoas, mata esperanças, mata sonhos. Só não pode matar nossa capacidade de discernir, de escolher o que é melhor para cada um e para todos, pois esta é mais uma guerra que não se vence sozinho e a melhor arma a ser usada ainda é a inteligência.

 

Por Marlene Staub – Portela Online

Post Author: Portela Online