‘Foi bem organizado’, diz delegado sobre médica sequestrada no RS e resgatada no PR

Tamires estava desaparecida desde sexta-feira (16), quando foi abordada na saída de um posto de saúde em Erechim — Foto: Reprodução/RPC

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul divulgou, na manhã desta quinta-feira (22), que durante os cinco dias de sequestro, os criminosos fizeram contato três vezes com a família da médica Tamires Gemelli Silva Mignoni, desaparecida desde sexta-feira (16), em Erechim, no Norte estado.


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“Foi bem organizado. Não foi uma coisa, assim, aleatória. Jamais digo que seria um ato de amador, não foi”, afirma o delegado Sander Cajal, diretor do Departamento Especial de Investigações Criminais (Deic) do RS.

A mulher foi resgatada pela polícia em um cativeiro, na noite de quarta (21), no município de Cantagalo, na Região Central do Paraná.

“Houve pedido de resgate de R$ 2 milhões pela liberdade da doutora Tamires. Iniciou-se as investigações e tudo levava a crer que a vítima não estava mais no estado do Rio Grande do Sul”, afirma a chefe da Polícia Civil do RS, delegada Nadine Anflor em coletiva de imprensa.

O valor do resgate não foi pago. Segundo a delegada, entre os presos está um homem que é vigilante de um banco e estava em licença-saúde, uma dona de casa que cuidava do cativeiro, e um taxista que teria ajudado nos deslocamentos.

“Temos mais um preso, possivelmente, nas próximas horas”, afirma.

Tamires foi sequestrada quando saía de um posto de saúde no bairro Aldo Airolli, em Erechim. Conforme Nadine, a polícia acredita que após ser raptada, ela foi levada para a cidade de Itá e Chapecó, em Santa Catarina e, depois, para o cativeiro em Cantagalo, no Paraná.

“Ontem [quarta] à noite foi estourado o cativeiro com a Tamires em boas condições, saudável. Policiais estavam a todo momento nesses cinco dias dando suporte para a família”, conta.

O pai dela, Berto Silva, é prefeito da cidade de Laranjeiras do Sul, que fica cerca de 35km de Cantagalo.

“Cativeiro não trazia nenhuma característica específica. Uma casa que não trazia nenhuma indicação que ali era um cativeiro”, afirma a delegada.

O trabalho foi realizado por uma força-tarefa do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) e pela unidade Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial (Tigre). A investigação da Polícia Civil do RS contou com o apoio da Polícia Civil de SC e PR, com a Brigada Militar e a Polícia Rodoviária federal.

Nas redes sociais, o pai de Tamires falou sobre o resgate. “Valeram as orações. A Tamires acaba de ser libertada pelos grupos Deic e Tigre. Nossa menina está voltando pra casa”, postou Berto Silva.

Fonte: G1 – RS

Post Author: Portela Online