Realidade do novo – Rabiscos do Silêncio

Nossa realidade está cheia de coisas novas que permitem vivermos uma intensa harmonia de paz e compreensão na lógica do conhecimento prático. Essas coisas novas estão presentes no cotidiano de cada um de nós como silêncio que se abre em uma sintonia singular, sem agredir a propriedade da liberdade do outro.
A sintonia singular é um reconhecimento de que ninguém pode viver uma vida sem estar associada ao novo. Novo dia, nova noite, novas pessoas, novas oportunidades, novas doenças com novas descobertas de curas… E todas as coisas são feitas para buscarmos preencher o tempo presente que se manifesta como presença marcante e dá vida para todos nós, com princípio, meio e fim.

Não existe tempo perdido quando fazemos o bem com práticas que apresentam nova maneira de vermos a realidade presente em nós, pois o bem que vem acompanhado do amor não termina como o tempo em nossas vidas, que passa, mas se perpetua na dimensão do infinito, que não passará. Muitas pessoas necessitam de uma nova oportunidade junto do tempo que está presente nelas, vivem suas vidas na falta de compreensão com o coração sofrido, jogado na solidão. A solidão que relato aqui é a solidão da ausência de diálogo consigo mesmo, do qual origina-se o desiquilíbrio emocional e a pessoa sente-se sozinha mesmo estando em meio a multidões.


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São essas pessoas que necessitam de nossa ajuda com amostras do acolhimento no amor. Não se pode jogá-las no esquecimento condenatório, por viverem perdidas nos vícios ou estarem longe de uma convivência familiar, do equilíbrio harmônico a que têm direto, que lhes pertence no tempo presente da compreensão, na realidade do saber acolher os problemas que se passam no interior dessas pessoas.

É preciso interromper a realidade dos pensamentos que produzem julgamentos sem sentido, que desprezam quem se encontra em caminhos contrários à plenitude da vida, apresentando formas diferentes de acolhida nas dimensões do amor, pois muitas vezes essas pessoas tem uma convivência familiar esfacelada por desentendimentos e brigas entre seus membros ou talvez estejam sofrendo pelas desorganizações do seu subconsciente por fatos e acontecimentos mal resolvidos ainda na infância.

É importante apresentar saídas significativas de segurança e paz, pois quanto mais afastarmos essas pessoas de nossa atenção, mais aumenta o vazio existencial e consequentemente a procura por preencher esse vazio num comportamento adverso a sua própria vontade. Não se deve agredir as suas duvidas com práticas de exclusão pela fonte do desejo em consumir as suas vidas em ambientes não saudáveis, fora do contexto familiar ou social. São pessoas que sofrem muita dor, angústia e falta de concentração para perceber e interagir com o novo.

Inserir atitudes que desprendam essas pessoas e as impulsione a mudarem o destino dos seus pensamentos, com sentimentos novos que contribuam com a elaboração de novos desejos pode fazer toda a diferença. É também imprescindível que se rejuvenesça o olhar na amplitude de nossa presença, com abertura que devolva a paz na realidade do amor, pois desprezar o caminho de quem tem desiquilíbrio em suas emoções não é somente banir a nossa responsabilidade em ajudá-las para que sintam uma leve sensação de transformação na vida, na suavidade dos arranjos na atenção, mas é esconder-se atrás dos próprios problemas, sem percebermos que eles também necessitam de renovações.

Quem ajuda as outras pessoas a reorganizar o seu inconsciente com novas atitudes, sente uma profunda sensação de paz em seu caminho. Desfaz as velhas ideias de julgá-las sem conhecimento prático de uma vida devastada pelas ações de um tempo longe do amor. Essas pessoas necessitam de oportunidades que as façam sentirem-se integradas com seu próprio eu. E cabe ao outros não prejudicá-las com exclusões do sentimento ou falácias que não contribuem em nada, aumentando o seu prejuízo particular.


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E o amor renova todas as coisas, deixando-as novas. Nunca se ouviu alguém afirmar que o amor está velho ou que perdeu a magia de transformar vidas. As pessoas carregam as marcas do tempo com as cicatrizes de problemas e dificuldades, mas se conhecem pelo amor e aprendem a se respeitar numa lógica que conduz a vida para uma dimensão forte, irreparável e iluminada. Dizer que conhecemos as pessoas pelos seus atos, sem depositar confiança no amor é mentir pra nós mesmos sem o pleno conhecimento da verdade e continuar inertes por dentro, sem a renovação dos sentimentos.

Post Author: Portela Online