Beirute busca desaparecidos após explosão deixar ao menos 135 mortos e 5 mil feridos

Desabrigados podem chegar a 300 mil

Foto: Reprodução

BEIRUTE — O Líbano amanheceu de luto nesta quarta-feira, 5 de agosto, um dia depois da grande explosão que atingiu a região portuária de Beirute na terça-feira — começando com uma detonação menor e seguida por outra maior, de cor alaranjada — deixar ao menos 135 mortos e cerca de 5 mil feridos, segundo o ministro da Saúde. De acordo com a Cruz Vermelha, as equipes de resgate enfrentam dificuldades para ajudar todos os que precisam e realizam buscas por cerca de 100 desaparecidos.

A região próxima ao porto, cheia de restaurantes e casas noturnas, foi arrasada. Várias áreas residenciais na vizinhança predominantemente cristã também foram atingidas. Nas pilhas de escombros, equipes de resgate, voluntários e famílias buscam os desaparecidos. Os desabrigados, segundo o governador de Beirute, Marwan Aboud, podem chegar a 300 mil, e os danos materiais devem ultrapassar US$ 3 bilhões.

Não se sabe ainda a causa da detonação, que as autoridades afirmam ter acontecido em um armazém onde estavam 2.750 toneladas de nitrato de amônio, produto altamente tóxico usado na produção de fertilizantes e explosivos. Informações preliminares apontam para negligência no armazenamento do material, que estava guardado no porto havia seis anos. Segundo investigações preliminares, o estopim pode ter sido um trabalho de soldagem no portão do depósito.

De acordo com fontes do governo, todos os funcionários do porto responsáveis pelo armazenamento e pela segurança do material foram postos em prisão domiciliar nesta quarta-feira. Não há detalhes sobre o número de pessoas e seus cargos.

Sabe-se que um navio que fazia uma rota entre o porto de Batumi, na Geórgia, e Beira, em Moçambique, carregando a mesma quantidade do produto, teve sua carga confiscada pelas autoridades libanesas no fim de 2013. A firma de advocacia responsável pelo caso disse que o nitrato de amônio teria sido descarregado em um armazém no porto após ordens judiciais no ano seguinte. O chefe do porto de Beirute, por sua vez, disse que a Alfândega enviou diversas cartas solicitando a remoção ou a exportação do produto, mas não obteve resposta.

 

Fonte: G1

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