“Tragédias acontecem”, argumenta advogado que defende mãe de menino morto em Planalto


O advogado Jean Severo, que defende Alexandra Dougokenski, mãe do menino Rafael Winques, voltou a sustentar que a mulher não teve intenção de matar o filho. Ao chegar na tarde deste sábado (30) ao Palácio da Polícia, em Porto Alegre, para o depoimento de sua cliente, ele disse que o homicídio foi um acidente.

— Ela agiu sozinha, foi uma tragédia. As pessoas precisam aceitar que tragédias acontecem. Não dá pra querer comparar esse caso com o caso Bernardo. Isso é impossível — declarou o defensor.

A versão dos três advogados que compõem a defesa é de que ela medicou o filho com diazepam, e que ele estaria com dificuldades para dormir, mas passou mal e morreu. Depois, desesperada, transportou o corpo para uma caixa na casa ao lado.

— Ela fez isso por medo. O caso tomou repercussão grande na cidade. Tinha medo de que pudessem fazer alguma coisa com ela, de perder a guarda do filho, de ser presa, como está. Tudo isso aconteceu — comentou.

O advogado ainda questionou:

— Vocês, realmente, acham que alguém que premeditasse esse homicídio terrível ia guardar o corpo no lado? Isso foi uma tragédia e depois houve más decisões dela. Mas ela não pode ser condenada por más decisões. O tipo penal é um homicídio culposo (sem intenção) e ponto final.

Para Severo, ela “deve e vai ser condenada”, mas apenas por homicídio culposo e por ocultação de cadáver.

Versão não convence a polícia

A Polícia Civil não está convencida da versão da defesa. Para os investigadores, houve a intenção e eles suspeitam da participação de outras pessoas.

— A defesa está com uma linha de homicídio culposo, mas a Polícia Civil, pelo que já tem nos autos, entende que o crime foi doloso (com intenção) — rebateu Joerberth Nunes, diretor do Departamento de Polícia do Interior.

Na tarde deste sábado, Alexandra foi novamente interrogada pela Polícia Civil. Desta vez, na Capital. O interrogatório começou por volta das 15h.

Fonte: GauchaZH

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