MP-RS investiga advogados suspeitos de utilizarem atestados médicos falsos para soltar presos durante pandemia

Operação está sendo realizada nesta quinta-feira, 21 de maio / Foto: Divulgação MP RS

O Ministério Público do Rio Grande do Sul realizou, na manhã desta quinta-feira, 21 de maio, uma operação com o objetivo de investigar advogados que teriam utilizado atestados médicos falsos para liberação de presos durante a pandemia de coronavírus.

Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão em escritórios e residências de advogados, visando buscar documentos e mídias eletrônicas que possam comprovar a prática. Os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Campo Bom, Gravataí, Charqueadas e Alvorada.

Segundo o MP, desde o início da pandemia, foi constatado pelos promotores que atestados médicos com indícios de falsidade vinham sendo apresentados por advogados para reivindicar a soltura de presos, especialmente nos processos da Comarca de Gravataí.

A cidade foi o ponto de partida da investigação.

“Em investigações preliminares, que envolveram inclusive contato com os médicos que supostamente teriam assinado os documentos, confirmamos que os atestados eram efetivamente falsos”, explica o promotor Roberto Taborda Masiero.

O passo seguinte, conforme o promotor, foi identificar os advogados que haviam usado os atestados em processos criminais.

“A operação desta quinta-feira visa aprofundar as investigações para determinar a participação de outras pessoas na prática delituosa, especialmente a autoria das falsificações ou o modo como foram obtidos os atestados, uma vez que possuem diversas semelhanças, entre elas o nome do médico e a forma de confecção”, diz.

O objetivo do MP, segundo o promotor, é identificar todos os autores para que sejam punidos tanto na esfera criminal como pelas entidades de classe.

“São advogados usando assinaturas falsas de médicos que sequer cogitavam que seus nomes estavam sendo utilizados para essa finalidade, também causando sensação de insegurança diante do risco de soltura desses presos, em um momento que a sociedade está fragilizada em função da pandemia”, afirma a promotora Ana Carolina de Quadros Azambuja.

Fonte: G1 – RS

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