Literature-se: As Mil e Uma Noites de Letícia Wierzchowski

Mil e Uma Noites é um clássico da literatura mundial e reúne diversas histórias narradas por Xerazade, personagem lendária que ficou conhecida por contar histórias ao rei Xariar por mil e uma noites, a fim de terminar com a prática que ele havia criado de casar todas as noites com uma moça e decapitá-la na manhã seguinte, como vingança à traição de sua primeira esposa. Xerazade, após ver muitas moças de seu reino serem mortas, planejou casar-se com o rei e encantá-lo com suas narrativas durante a noite, as quais ela interromperia pela manhã sem contar o desfecho. Como o rei fica entusiasmado e curioso por saber o final da história, acaba por manter a esposa viva para saber como termina a narrativa. Assim ocorre por mil e uma noites, quando, por fim, ele desiste de matá-la.  Este talvez tenha sido o mote que levou Letícia Wierzchowski, escritora e roteirista gaúcha, cuja obra é composta por grandes títulos, como A Casa das Sete Mulheres, Um Farol no Pampa e Travessia, (Trilogia Farroupilha) a contar histórias diariamente em sua conta particular no aplicativo Instagram.

A história que está disponível para visualização hoje é singular à medida que nos leva a pensar sobre o momento que vivemos, de isolamento social. Ela relata um fato ocorrido em 1815, quando um vulcão entrou em erupção da Indonésia e deixou o verão sem sol. Era um verão de fim de mundo em que escritores resolveram se reunir e competir entre eles para ver quem escreveria a história mais assustadora naquele verão igualmente assustador. É deste acontecimento que surge Frankenstein (de Mary Shelley) e a história que daria origem ao personagem Drácula (de Bram Stoker). Circunstâncias tão trágicas foram o ponto de partida para criar algo tão grandioso como duas das obras mais famosas da literatura de horror. 

Fica o convite para a leitura dos textos literários citados aqui, mas especialmente para acompanhar a página da escritora (@leticiawierz) e ouvir diariamente as narrativas de uma das melhores contadoras de história da contemporaneidade. É um registro da esperança: coisas grandiosas podem surgir de momentos caóticos. 

Embora a literatura não possa nos salvar do vírus, ela certamente nos salva do caos.

Por Viviane Debortolli – Especial Portela Online

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