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Um olhar para si mesmo – Literature-se


A edição desta semana do LITERATURE-SE não poderia ficar alheia ao que está acontecendo ao nosso redor, já que é algo que atinge a todos. Pensando nisso, o texto de hoje da professora Daiani Gonsatto, ela que tem formação em nível superior e especialização na área de educação, é funcionária pública nos municípios de Tenente Portela e Derrubadas, fala exatamente sobre isso.

“Em tempos de isolamento social, devido ao “Coronavírus”, estamos mais propensos a olharmos para nós mesmos. Aqueles momentos de introspecção, onde voltamos a pensar em questões, que há muito já haviam sido esquecidas, que ficaram guardadas naquela caixinha secreta, que chega a estar empoeirada, de tanto tempo que não é tocada. Mas agora nos parece o momento certo de abri-la, revermos o que tem lá, o que realmente faz diferença em nossas vidas, nossos desejos e medos, que costumamos maquiar no dia a dia, por medo de arriscar, de errar.

Nesse sentido, faço referência a uma crônica, da minha escritora favorita, Martha Medeiros, “Medo de errar”, escrita em 2011 e também publicada em seu livro “A graça da coisa”, talvez esse seja o nosso maior medo, o que nos impeça de realizarmos feitos fantásticos (pra nós, meros mortais, poderia ser o simples fato de mudarmos de emprego ou cidade, ou de viajarmos sozinhos). Hoje vivemos em um mundo de muitas opções, muita diversidade. Não há mais uma receita pronta, como parecia haver na época de nossos avós. O excesso de opção, a falta da “vida padronizada” nos faz inseguros e imaturos por muito mais tempo. Mas não podemos adiar para sempre a chegada da maturidade, e aqui não me refiro à idade (20, 30, 40, 50 anos, em tempos modernos, realmente são apenas números). Como Martha Medeiros diz em sua crônica, “Só nos tornamos adultos quando perdemos o medo de errar. Não somos apenas a soma das nossas escolhas, mas também das nossas renúncias. Crescer é tomar decisões e depois conviver em paz com a dúvida.[…] Adultos sabem que nunca terão certeza absoluta de nada, e sabem também que só a morte física é definitiva. […] Ao entendermos que é normal morrer várias vezes numa única existência, perdemos o medo – e finalmente crescemos.”

Por Viviane Debortolli

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