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Justiça condena ex-cacique e vereador Valdonês Joaquim há 14 anos de prisão

Ex-Cacique e ex-vereador Valdonês Joaquim / Foto: Arquivo Portela Online

A Justiça de Tenente Portela condenou o vereador e ex-cacique da Reserva Indígena do Guarita, Valdonês Joaquim, há pena de 14 anos e 02 meses de prisão, e o pai dele, Valdir Joaquim, ex-cacique da mesma Reserva, há 13 anos e 23 dias de prisão. Eles são réus por participação nos assaltos as agências bancárias do Sicredi e Banrisul de Miraguaí, crimes estes ocorridos em 6 de fevereiro de 2017.

Valdonês foi preso em novembro de 2017, quando chegava na Câmara de Vereadores. Já o pai se entregou à polícia alguns dias depois.

De acordo com o Ministério Público do Rio Grande do Sul ambos foram considerados culpados pelos crimes de associação criminosa, seis roubos qualificados e manutenção de reféns, bem como por dano qualificado pela utilização de substância inflamável e contra o patrimônio público. Ainda, foi imputado a Valdonês o crime de coação no curso do processo, pelo uso de violência contra autoridade.

Valdonês Joaquim foi o vereador mais votado nas eleições de 2016 em Tenente Portela.

A decisão é em primeira instância e cabe recurso.

Foto: Arquivo Portela Online

OS ASSALTOS CONFORME O MP

“Em abril de 2017, o Ministério Público ofereceu denúncia contra 13 pessoas por terem praticado os assaltos. A denúncia narra que eles, inicialmente, renderam, dentro do posto policial, o policial militar Marcos Valdemar Skalee, e roubaram armas de fogo, coletes balísticos e a própria viatura da Brigada Militar. O policial foi amarrado sobre o capô de um dos veículos, adaptado com furos na parte superior para prender as cordas. Esse veículo, com o PM sobre o capô, foi utilizado para o assalto. Chegando às agências, houve divisão do grupo: parte invadiu o Banrisul, outra parte o Sicredi, além de outros assaltantes, que ficaram na parte externa dos locais.

No interior das agências, encapuzados, os bandidos renderam clientes e funcionários e ordenaram que os gerentes abrissem os cofres. Após pegarem todo o dinheiro, eles conduziram os reféns à frente dos bancos e isolaram os locais com um “cordão humano”. Fugiram em seguida, levando consigo alguns reféns, que foram posteriormente liberados. A viatura foi incendiada na saída da cidade.

Na fuga, os assaltantes foram para dentro da Reserva do Guarita, onde esconderam as armas e parte do dinheiro roubado, para depois irem em direção à Carazinho. Valdonês e Valdir eram as principais lideranças da Reserva Indígena do Guarita à época.”

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