Paraquedas de instrutor que morreu durante salto em Santa Rosa é encaminhado para perícia

A análise do Instituto-Geral de Perícias (IGP) pode ajudar a esclarecer a morte de Agnaldo Lourenço da Silva, 50 anos, que morreu durante um salto de paraquedas em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, no último sábado, 25 de janeiro. O equipamento do instrutor, conforme a Polícia Civil, foi encaminhado para a análise em Santo Ângelo.

Agnaldo realizou um salto em dupla com Marcos Vinícius Severo, 30 anos, natural de Três de Maio, que se encontra internado em estado gravíssimo no Hospital Vida e Saúde.

Militar reservista, Agnaldo participava de um evento organizado pela escola de paraquedismo Vertical Speed, de quem era amigo do proprietário, — o campeão brasileiro e latinoamericano de salto de precisão, Marcelo Ricci.

Conforme Ricci, que já depôs à polícia, o paraquedas utilizado por Agnaldo é o mais moderno do mercado atualmente e estava com laudo em dia. O equipamento já havia sido usado quatro vezes durante a tarde de sábado. Eles estavam na 5ª decolagem do dia no aeroporto de Santa Rosa. Além disso, o reservista contava com um paraquedas reserva.

— Hoje em dia, ninguém mais morre em razão do paraquedas não abrir, isso ficou no passado. Ele abre automaticamente — enfatizou.

Agnaldo saltou a nove mil pés — cerca de 3 km de distância do solo — e abriu o paraquedas a cinco mil pés. Para o proprietário, o amigo errou na altura da curva final. Os dois se conheceram na filial da Vertical Speed em Maceió. Agnaldo, do Rio de Janeiro, ficou sabendo do evento e veio participar.

— Ele era muito experiente, tinha mais de 2 mil saltos. Era meu amigo.

Já Vinicius não era aluno, só participou do salto em dupla no dia. A família dele divulga, nas redes sociais, um pedido de doação de sangue, de qualquer tipo. A colaboração é recebida no Hemocentro Regional de Santa Rosa, das 7h30min às 11h e das 13h30min às 17h.

 

Fonte: GauchaZH

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