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A abrangência do aceitar – Rabiscos do Silêncio

Existem coisas nesta vida que precisam de avaliações mais positivas para que possamos  mostrar, com nossas ações, que é possível construir uma sociedade mais humana. Mostrar é muito diferente que demonstrar, pois na demonstração esconde-se o verdadeiro sentido da pessoa, enquanto que o mostrar revela o que somos de verdade, sem rótulos falsos nem interpretações erradas que sufocam a presença do outro em nossa vida.
A questão do racismo e do bullyng que provocam dor, exclusão com uma série de problemas que a pessoa atingida sofre é uma demonstração da falta de sintonia na aceitação de como ela se apresenta com seus problemas, dificuldades, raça e cor em vista dessa perturbação que agride o campo psicológico. Ali a pessoa perde o “apetite” pelo interesse de vida em sociedade.
E quando nós conseguirmos mostrar a abrangência do aceitar, tudo se modifica em nossa vida. Não importa se é branco, preto, mulato, pardo, alemão, polaco, italiano, índio ou que se mostram de maneira diferente, todos fazem parte da espécie humana. Precisamos mostrar amor uns pelos outros, não somente demonstrar que amamos as pessoas.
No aceitar a vida ganha proporções férteis em querer o bem do outro que precisa ser ouvido e integrado nas abrangências de acolher as suas diferenças, nas necessidades que ele apresenta. É imprescindível estar aberto a depositar confiança na troca direta de experiências, num conjunto de ações favoráveis que façam com que cresça em nós a compreensão pelos sinais de inclusão social.
Quando nós conseguimos valorizar as pessoas como realmente elas são, sentiremos uma sensação inovadora em nossa vida, pois o sentimento consegue dar novo equilíbrio de um pensamento saudável, sem ressentimentos de agressões negativas ou julgamentos pesados que destruam a presença do amor que precisa ser despertado com perseverança que marque o silêncio da nossa alma.
Todas as pessoas que se integram em sentir a totalidade do outro como fonte de sabedoria, não ficam desviando a sua presença ao limite do olhar, mas procuram sentir a presença da manifestação do amor no prazer de um sentimento libertador em que se procura valorizar essa presença, pela integração da soma de representatividade, com atitudes que não deixam transparecer a retenção da liberdade da vida que está do outro lado dos nossos pensamentos.
Cada pessoa traz consigo uma profunda paz em seu coração, mas muitas vezes essa paz fica retida em sentimentos desequilibrados pela ocupação do pensamento em dimensões que produzem o limite do outro. E a retenção da paz provoca muitas dores internas que se manifestam em dúvidas, fechamento em si e contradição de ideias negativas.
É preciso saber elevar as pessoas na aceitação dos defeitos tendo uma abrangência em vê-las com a liberdade da percepção do amor. Não  escondê-las em nossos frágeis julgamentos, pois a integração provoca o favorecimento da revelação da verdade contemplativa em que conseguimos extrair das pessoas coisas boas, sem prejudicá-las, classificá-las ou excluí-las da transparência, na coletividade do sentimento que exprima confiança.

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