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Mais de 4 mil presos tem perfil genético coletado pelo IGP

Servidores do IGP coletam material genético de apenados – Foto: Divulgação Susepe

O Instituto-Geral de Perícias do RS bateu a meta de coleta e inserção de perfis genéticos de condenados que cumprem pena no sistema penitenciário gaúcho. A previsão para o biênio 2018/2019, acertada com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, era de armazenar os dados de 3000 condenados. A meta foi amplamente superada, com a coleta de 4292 amostras – 43% a mais do que o previsto. “Chegamos a fazer 1300 coletas em apenas quatro dias na região da Serra” conta o Perito Criminal Gustavo Kortmann, chefe da Divisão de Genética Forense do IGP.

O DNA armazenado pode ser comparado futuramente com amostras colhidas em local de crime ou junto a vítimas, fornecendo a prova pericial necessária para incriminar ou inocentar um acusado. Depois que a saliva é coletada, ela é processada no Laboratório de Genética Forense em Porto Alegre, para que o perfil genético seja obtido. O DNA é enviado para a Rede Integrada de Banco de Perfis Genéticos, formada pelos bancos de 19 Estados e da Polícia Federal. A meta é incluir, até 2022, o perfil genético de todos os condenados por crimes graves no Brasil.

A maior parte das coletas aconteceu em presídios e penitenciárias de 14 municípios do interior do Estado, com um total de 2327 amostras. Já entre os presos que cumprem pena com tornozeleira eletrônica do regime semiaberto no Instituto Penal Padre Pio Buck, em Porto Alegre, o trabalho atingiu 1908 apenados. A equipe também atendeu solicitações de juízes para coleta em presídios específicos para comparação em algum caso. Servidores dos Postos de Criminalística e Postos Médico-Legal de Caxias do Sul, Vacaria e Bento Gonçalves foram treinados para o procedimento, qualificando os servidores da instituição.

BENEFÍCIOS – Com a meta atingida, o IGP contribuiu com os requisitos necessários para que o Governo do RS aumente o percentual recebido na distribuição da verba do Fundo Nacional de Segurança Pública, destinada aos Estados. O Fundo é formado por recursos das loterias e destina verbas para projetos, atividades e ações nas áreas de segurança pública e de prevenção à violência. Além de garantir recursos para o Estado, o IGP terá o estoque de insumos necessários para a continuidade do trabalho. A meta pro ano que vem é de cadastrar mais 3000 condenados para a Rede aqui no Estado.

Fonte: Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul

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