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Extermínio em Pacote – Entrelinhas

Não julgue, nem condene. Informe-se, compreenda e apoie.

O funcionalismo gaúcho vive historicamente numa guerra psicológica com ameaças de cortes, falta de condições no local de trabalho, perdas salariais, congelamento dos vencimentos, limitação do atendimento pelo plano de saúde, parcelamento dos salários e agora o golpe final.

Final sim, porque depois deste “pacote” do governo atual podemos também empacotar definitivamente a esperança numa educação melhor. O magistério gaúcho não suportará as consequências de tamanha falta de responsabilidade e sensibilidade por parte de um governo que administra com números calculados sobre a massa que menos ganha.

Temos curso superior, maioria com especialização, muitos investindo em mestrado e isso não conta? Como assim? O que as universidades acham disso? Estudar e se capacitar não tem mais valor? É inacreditável!!!

O retrocesso é tanto que há anos atrás lutava-se por reposição salarial e há pouco por receber vencimentos em dia. Agora se ergue a maior de todas as bandeiras: a da justiça!

Não se pode roubar os sonhos das pessoas, pois sem sonho ninguém quer viver, muito menos trabalhar, enfrentar os infinitos desafios de uma escola, de uma sala de aula.

A população se divide. Normal. Alguns mais próximos e bem informados entendem e apoiam, embora tristes pela situação. Outros criticam severamente pensando também em suas causas pessoais: férias, viagens, formatura, vestibular…

Mas a questão é que os números do funcionalismo são significativos e sem salário ou até sem emprego (segundo ameaças) não podemos fomentar o comércio com as comprinhas de final de ano, não podemos nos arriscar a fazer uma prestação quando há grande possibilidade de não conseguir quitá-la, não podemos matricular nossos filhos em cursos e universidades sem a previsão de orçamento para custear…

É, acho que é possível dizer que problematizou geral, uma vez que o efeito cascata é indiscutível. A economia dos cofres gaúchos deve ser equilibrada com o corte da nossa simbólica renda. Piada!

Então, comunidade, pais, alunos, amigos, comerciantes, legisladores municipais, gestores de universidades, reflitam e unam-se à causa. A greve é questão de decência nesse momento. A pressão ao legislativo estadual tem que ser intensa, afinal eles nos representam e precisamos de todo o apoio possível para que o caos não avance e tenhamos todos um final de ano mais tranquilo e que a esperança nos anos vindouros não se extinga.

Professora Marlene Staub

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