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Menina Lauren de Tenente Portela passou por cirurgia cardiaca inédita no Brasil

Lauren e sua mãe Débora / Foto: Arquivo Familiar

A menina Lauren de Tenente Portela realiza desde criança, procedimentos cirúrgicos para tratar de uma cardiopatia congênita, ou seja, uma anormalidade na estrutura e função de seu coração.

Aos 5 meses Lauren sofreu as primeiras paradas cárdicas e desde então está no vai e vem de hospitais passando por exames e cirurgias complexas. Aos 9 anos precisou colocar uma válvula pulmonar e aos 12 precisou substituir a válvula que apresentou problemas devido a calcificação. Nestes procedimentos os médicos precisaram abrir seu tórax para colocar a referida válvula pulmonar.

Aos 15 anos mais uma vez a válvula apresentou problemas e a mãe de Laurem, a Débora Matter Raisderfer, precisou correr, mas com os recursos sempre escassos não teve outra alternativa a não ser entrar com uma medida judicial. Enquanto isso promoveu Vaquinha Online e outras formas de arrecadar doações para poder realizar exames. Ações estas que o site Portela Online abraçou, divulgou e teve o respaldo da comunidade, arrecadando doações necessárias para estes procedimentos em uma semana.

Com a medida judicial promovida pela Defensoria Pública Estadual de Tenente Portela, através da Defensora Pública Camila Mollerke Santos, Lauren aos 16 anos foi submetida a um novo procedimento e desta vez foi o implante da TAVI (do inglês transcatheter aortic valve implantation) realizado pela primeira vez no mundo em 2002 e no Brasil em 2008, foi desenvolvido para atender pacientes com alto risco cirúrgico para tratar inicialmente a válvula aórtica, procedimento que o cantor Mick Jagger realizou recentemente. Com o desenvolvimento da técnica, a confiança adquirida e os resultados alcançados, foram surgindo novas abordagens como o tratamento da válvula mitral e da válvula pulmonar.

“O procedimento é realizado com a colocação de um cateter através da veia femoral, localizada na perna, sem necessidade de abrir o tórax dos pacientes. Por isso, é um método menos invasivo, sem corte e com riscos cirúrgicos menores, tanto que a paciente saiu da sala de procedimento já acordada; pôde caminhar em dois dias e recebeu alta cinco dias após a implantação da TAVI em posição pulmonar”, explica o cirurgião cardiovascular Dr. Paulo Prates, cirurgião que liderou a equipe responsável pelo procedimento em Lauren.

O procedimento foi realizado no início do mês passado no Hospital São Francisco, unidade da Santa Casa de Porto Alegre que é referência na área de cardiologia pediátrica.

Ao mesmo tempo que a saúde pública no Brasil enfrenta grandes barreiras também é possível constatar grandes avanços, principalmente nas técnicas e procedimentos utilizados nos grandes centros clínicos das capitais do país.

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Clique aqui e leia tudo que saiu sobre a Lauren no site Portela Online

 

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