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RS tem mais de 1,2 mil casos de dengue confirmados em 2019


Entre janeiro e agosto deste ano, foram notificados 3.756 casos de suspeita de dengue no Rio Grande do Sul. Mais de 1/3 deles foram confirmados: 1.278, no total. O que acende o alerta da Secretaria Estadual de Saúde (SES-RS) é que 1.069 deles, algo em torno de 28% do total, são casos autóctones, ou seja, adquiridos dentro do território gaúcho.

Segundo o Centro Estadual de Vigilância em Saúde (CEVS/RS), isto não foi identificado nos primeiros oito meses do ano tanto em 2018 como em 2017. Desde 2016 não era registrado um caso autóctone até a semana 35.

No ano passado, por exemplo, apenas 20 casos foram confirmados, e todos foram importados. Em 2019, já são 43 cidades com, pelo menos, um caso confirmado da doença desenvolvido ali mesmo.

“Nos outros anos, não tivemos praticamente dengue aqui. Então, as pessoas imaginaram que tivesse acabado”, afirma Lúcia Mardini, coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde. “A população fica esperando que alguém venha à sua casa resolver o problema. É uma questão muito séria. Precisa que todo mundo esteja atento. O mosquito é muito democrático: atinge bairros pouco organizados e outros muito organizados.”

A maioria dos casos confirmados foi em Porto Alegre ou cidades da Região Metropolitana, como Canoas e Esteio. No entanto, municípios do norte, como Ijuí, Três Passos e Sarandi, tiveram altos índices da presença da doença.

Além disso, a SES destaca que 372 municípios gaúchos estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

Mais da metade dos casos (51,8%), no entanto, foram descartados após exames em laboratórios. Outros 131 (3,5%) ainda estão sob investigação.

Por ser uma doença sazonal, este não é um período de pico da doença. Os casos de dengue costumam aumentar em meses mais quente, como entre novembro e maio. De qualquer maneira, o ano de 2019 já é o terceiro com mais casos notificados na década.

“A gente tem um aumento de casos na Região Sul, que é um fenômeno, o mosquito se aclimatando. Nenhuma cidade pode dizer que não vai ter”, afirma o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Chikungunya

Nos primeiros oito meses de 2019, foram notificados 269 casos de febre de Chikungunya no estado. Dez foram confirmados. Outros 183 foram descartados e 76 continuam em investigação.

O único caso autóctone foi de um morador de Capela de Santana, Região Metropolitana de Porto Alegre. As notificações dos casos suspeitos ocorreram em 79 municípios de 19 Coordenadorias Regionais de Saúde.

Vírus da zika

O Rio Grande do Sul teve, de janeiro a agosto, 123 casos suspeitos de vírus da zika, mas apenas um caso autóctone foi confirmado. É de um morador de Gravataí, também na Região Metropolitana.

Foram descartados 51 casos, e 71 continuam em investigação. Estas notificações ocorreram em 41 municípios de 16 Coordenadorias de Saúde.

Febre amarela

Foram notificados somente 21 casos, dos quais 20 foram descartados laboratorialmente e um ainda está em investigação.

Dicas para eliminar o mosquito

Os depósitos preferenciais para os ovos do Aedes aegypti são recipientes domiciliares com água parada ou até na parede destes, mesmo quando secos. Os principais exemplos são pneus, latas, vidros, cacos de garrafa, pratos de vasos, caixas d’água ou outros reservatórios. Por isso, é necessário:

tampar caixas d’água, toneis e latões
manter limpos os bebedouros de animais
guardar garrafas vazias com o gargalo para baixo
guardar pneus sob abrigos
manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises
não acumular água nos vasos de plantas
manter a piscina tratada durante todo o ano
colocar embalagens de vidro, lata e plástico em lixeiras fechadas

Fonte: G1 – RS

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