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Na Terapia da Dor – Rabiscos do Silêncio

Quem de nós não passou pela experiência de sentir dor,  seja ela emocional, física ou psicológica se manifestando quando sofremos algo negativo? Muitas vezes atingindo nosso corpo, nossa mente e nossa alma.

A dor física se manifesta por doença, acidente ou quando somos feridos pela violência no trânsito, em brigas ou até mesmo no local de trabalho. A pessoa necessita ficar internada em hospitais, casas ou em locais de recuperação tais como as clínicas de fisioterapia.

Muitos pacientes precisam do acompanhamento de médicos especialistas que lhes ofereçam segurança e tratamento adequado, com toda a responsabilidade exigida ao se cuidar da pessoa que estiver sofrendo de alguma doença ou ferimentos oriundos de violência. E quando o paciente começa apresentar sinais de recuperação o sofrimento diminui tanto nos familiares como para o médico, os amigos e a própria pessoa, na qual a dor física dá lugar à alegria.

Por isso é importante a presença de pessoas que ajudem o paciente a encontrar o sentido do seu sofrimento, tendo a responsabilidade de cuidar, sentir e amar, sendo agentes da segurança emocional, que precisa de uma abertura centrada em experiência com a vida no conhecimento prático. Muitos pacientes encontram-se necessitados de palavras que promovam equilíbrio entre a dor e a recuperação, e quando são saudados com esta presença, se transformam sentindo alívio e desenvolvendo uma positividade transparente.

E o sofrimento deixa marcas profundas de esgotamento físico, emocional e psicológico nas pessoas que são acometidas por alguma doença ou sofrem por perder algum ente querido. Também por perder algo material com as intempéries do tempo: secas, enchentes ou tempestades, que causam tristezas, desânimo e dúvidas.

É importante saber interpretar o sofrimento e inserir ajuda com as marcas da disponibilidade, sendo criativos com nosso espírito de solidariedade. Levando consolo, ajuda material se possível e elevando a autoestima com a sabedoria que vem de Deus.

Ninguém está livre do sofrimento. Há pessoas que sofrem menos quando a dor  se faz presente. São mais fortes emocionalmente, e tem condições de ajudar as outras levando:  paz, amor e solidariedade, pois na lógica da existência quem se abre ao sofrimento do outro, sente uma profunda transformação em sua vida, gerando em si a sensação  de renovação interior. Uma verdadeira terapia com a troca de experiências solidárias.

Que bom quando as pessoas se integram às necessidades do outro, com abertura do seu coração, mostrando-se capazes de transformar vidas, com interesse verdadeiro de ajudar, aliviando a dor do ressentimento e da angústia no sofrimento presente. E faz bem para a alma procurar levar confiança aos tristes, aos deprimidos, em meio às dúvidas da sua fé, aumentando a sua atividade de contato com Deus, pela credibilidade de um raciocínio alicerçado na verdade e na oração.

 

A dimensão da ajuda nestas circunstâncias mostra a clareza do espírito que precisa ter  unidade com a imagem segura do  corpo e da alma. Cada pessoa precisa ter a liberdade do amor fortalecendo-a no momento de seu sofrimento. O amor transforma a dor em terapia para a alma. Essa transformação só acontece quando o sofrimento é aceito pelo corpo, sem arrogância, mas com fé e razão. A fé nos mostra caminhos seguros que nos conduzem à realidade da presença de Deus em meio ao sofrimento e a razão não deixa a consciência acomodar-se com ideias contrárias ao desejo de superação.

As pessoas que se esforçam em ajudar quem estiver sofrendo nos caminhos da existência recebem segurança e paz interior vinda de Deus. Não se lamentam, pois o amor purifica o sentimento e faz ver através do seu coração a contemplação da força espiritual, que é a própria verdade, escrita com as boas atitudes, na alma.  Essas pessoas despertam para uma sensação nova que se transforma em necessidade. E a necessidade devolve a transparência do sofrimento, sem esquecer ou abandonar quem precisa ser agraciado com a esperança e a motivação.

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