Anúncios

Seguem protestos em dois pontos da ERS-330

Somente num dos pontos os motoristas são liberados a cada determinado tempo

Protestos interrompem trânsito pela ERS-330 / Foto: Divulgação PRF

Conforme noticiado pelo site Portela Online logo pela manhã, os indígenas realizam nesta quarta-feira, 27 de março, protestos na ERS-330. São dois os pontos de bloqueio na rodovia, em Tenente Portela na localidade de Gamilinhas e em Redentora no setor de Estiva.

De acordo com a Policia Rodoviária Estadual (PRE), apesar do protesto pacífico, até o momento, os manifestantes da Estiva não querem liberar os veículos de tempo em tempo e sim mantê-los retidos até às 17h quando será encerrado o manifesto. Os militares tentam negociar com os índios. Já em Gamelinhas os motoristas são liberados a seguir viajem de um em uma hora.

O protesto por parte dos índios exige que a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI) vinculada ao Ministério da Saúde não seja transformada em um departamento ligado à Secretaria Nacional da Atenção Primária. Também são contra a municipalização dos serviços a saúde de indígenas.

Outros protestos de índios acontecem em todo o Brasil, no Rio Grande o Sul à registros na RS-135, em Erebamgo, na BR-386 em Iraí.

Nota do Ministério da Saúde

“O Ministério da Saúde esclarece que a realização de ações na Atenção à Saúde Indígena desenvolvidas pela Secretaria Especial de Saúde indígena (SESAI) é uma das atribuições da pasta e que as eventuais mudanças no desenvolvimento dessas ações de vigilância e assistência à saúde aos povos indígenas ainda estão sendo objeto de análise e discussão.

É importante deixar claro que não existe, no momento, medida provisória do governo federal que modifica a política indigenista do país e municipaliza os serviços de saúde de indígenas.

Cabe ressaltar que não haverá descontinuidade das ações. Para isso, o Ministério tem se pautado pela garantia da continuidade das ações básicas de saúde, a melhoria dos processos de trabalho para aprimorar o atendimento diferenciado à população indígena, sempre considerando as complexidades culturais e epidemiológicas, a organização territorial e social, bem como as práticas tradicionais e medicinais alternativas a medicina ocidental.”

 

Fotos: Divulgação PRE

 

Artigos relacionados

Fechar
%d blogueiros gostam disto: