A Alma não morre – Rabiscos do Silêncio

Estamos neste mundo porque somos filhos de um mesmo pai que é Deus e Senhor deste universo. Ele está presente nos caminhos da nossa existência. Por estes caminhos que nos movemos e somos movidos na direção deste Pai por possuirmos uma alma, a qual precisa ser alimentada com fé, amor e esperança.

E esse tempo que passamos aqui neste mundo não é um tempo longe de Deus, em que podemos explorar matar ou enganar e nada acontecerá com nossa existência. Não acontecerá nada enquanto  não vier a resposta da justiça de Deus sobre nossos atos maus. Assim como aconteceu na cidade de Três Passos, com o menino Bernardo que soube na sua inocência buscar a Deus. Essa busca de Deus fez dele um vencedor com a força da alma sobre a injustiça que foi tramada e agora desfeita.  Hoje o   reconhecimento da comunidade trespassense e regional se mostra visível  por uma criança que está na luz.

Deus nunca nos abandona mesmo que a liberdade das pessoas com más intenções cause sofrimento e consequências ao corpo. Mas nossa alma se fortalece na busca pelas coisas que façam crescer o respeito, a dignidade e a plenitude da vida. A perversidade e a ingenuidade não trazem nenhum benefício para as pessoas que possuem seus corações carregados de intenções, nas quais a razão desconhece a presença desta força maior que dá sustentabilidade a nossa fé.

A violência, a falsidade e a exclusão podem destruir o corpo com suas pretensões, mas a alma jamais se desestrutura da presença de Deus. É preciso compreender e procurar seguir essa realidade junto da nossa convivência, manifestando interesse  em buscar o verdadeiro conhecimento da sabedoria na prática das boas escolhas, compartilhando com as pessoas desta segurança pela atração da responsabilidade, na promoção da vida e não de morte.

E a realidade está cheia de sinais de morte. Quantas vidas que são interrompidas pela violência nas escolas, nos lares e nas ruas. Pessoas inocentes que sem saber o “porque” recebem o duro golpe das armas nas ações desumanas, aumentado sem sessar o número de vítimas que morrem sem poder despedir-se com dignidade das pessoas da convivência familiar e social.

Onde está a razão para matar? De Deus é que não vem esse desejo e nem da alma,  mas é das pessoas sem a busca intensiva das coisas do amor. Quem assassina o outro esconde a clareza e a percepção da pureza de Deus que se manifesta no: nascimento, na vida e na transfiguração na alma. Portanto, somente ele tem o direito de exercer o princípio, meio e fim sobre nossa existência. Cabe a nós vivermos a grandeza do amor, tendo obrigação no cuidado com as pessoas necessitadas, com inserção do respeito nas suas vidas.

Quem se envolve com amor que vem de Deus e da alma, sente esta realidade em sua vida já aqui neste mundo. Não fica dando sentido à destruição do amor no interior das pessoas, pois cada um  de nós é um movimento sadio, respeitoso e iluminado de Deus através dos dons do Espírito Santo. Sentir esse movimento com sabedoria, não deixando que o fracasso do mal tome conta da nossa consciência, é saber existir para a incorruptibilidade da alma.

E as crianças são esse exemplo que deveria tomar conta das nossas vidas, pois Jesus Cristo confirmou a pureza da nossa alma na afirmação: “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais porque delas é o reino dos céus”. É aí que se traduz a grande esperança de dimensão espiritual, em que o menino Bernardo foi impedido de conviver aqui na terra pela exclusão e violência até a morte. Porém passou da corruptibilidade do corpo, para a incorruptibilidade da alma. Essa certeza deve acompanhar nossa existência, tendo atitudes que deem sentido às pessoas de buscarem com amor a Deus, sem interromper a sua permanência terrena.

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