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O Possível está em nossas mãos – Rabiscos do Silêncio

Quem estende as mãos para acolher o outro sente uma grande paz em sua vida, pois sabe que está dando uma oportunidade de abrir-se à manifestação das maravilhas da dimensão dos valores que cada um traz dentro de si.

Quando nós olhamos para uma pessoa, precisamos ver  o que ela significa para nossa vida aceitando as suas diferenças sem discriminá-la por sua raça, cor, sexo ou status social. Quem age assim não valoriza o significado do amor, solidariedade e doação, mas anula a possibilidade de compartilhar novas experiências que precisam acontecer para que o outro se transforme em nós.

E quando contemplamos a natureza precisamos senti-la como sendo parte de nossas vidas. Ela nos ensina a sermos solidários uns com os outros, traduzindo o compromisso da responsabilidade no cuidado e preservação do bem comum. A paz que é recolhida da beleza das árvores, pássaros, rios, sol e chuva, se estabelece em nosso interior e ficamos com uma sensação renovada pela transmissão da energia positiva em nossa vida.

Mostrar-se solidário para com todas as pessoas perseguidas em sua fé. São todas aquelas pessoas que vivem um sentimento de amor a Deus e ao próximo e que muitas vezes recebem um julgamento pesado a respeito de sua fidelidade familiar e social. É preciso renovar-se continuamente como prestadores de serviço em tudo o que indica respeito pelas coisas de Deus e não iludir-se com o que gera mesquinhez e desprezo.  Mas usar a sabedoria para que a verdade tenha a revelação da doutrina do nosso sentimento.

Estamos neste mundo para sermos construtores de vida, com pessoas que saibam valorizar o conhecimento moral e ético, que encontrem motivos para trabalhar e ter segurança no fazem. Pois é possível constituir uma sociedade solidária com pessoas que valorizem as suas vitórias e conquistas do seu semelhante. Somente uma vida maravilhosa merece ser vivida. Que traça metas e saiba ouvir sugestões sem atrapalhar quem procura progredir em sua vida.

Cada um de nós possui os seus dons, mas muitas vezes esses dons não são despertados ou são confundidos com o conhecimento prático. Por exemplo, quem promove a paz, entente o seu dom que vem de Deus e trabalha a favor dos oprimidos e dos necessitados. Diferentemente de quem promove a violência e compreende o seu dom que vem dos homens.  Este pensa que pode explorar, manipular ou matar não se importando com a vida do seu semelhante. Neste sentido é preciso compreender a liberdade da presença de Deus em nossa vida que respeita a manifestação de cada um de nós.

São muitas riquezas jogadas pelos ares por não sabermos agir com fidelidade perante a liberdade de Deus, que fez tudo para o bem de todas as pessoas.  Quantas guerras, violência ou falta de partilha que cobrem nossas interpretações de dor e angústia por não colocarmos os dons a serviço da sociedade. A vida muito valorosa para ser desperdiçada com coisas insignificantes que não trazem nem um benefício para a alma.

Saber ser legível com as coisas da alma não é somente viver por viver, sem buscar os recursos no transcendente, mas é viver a intencionalidade aqui, junto da imanência com bom uso das coisas deste mundo e fortalecer essa busca na transcendência com fé, paz e amor, colocando nossos conhecimentos para promover o sentido da nossa existência para todas as pessoas.

Ninguém sabe tudo, assim como ninguém não sabe nada, mas todos nós temos nossa experiência de vida que precisa ser partilhada para podermos fortalecer nossas relações com tudo que for transitório. Assim como é a nossa vida, passageira, com o tempo que vem a nós e um dia deixará de existir. E este tempo que faz parte de outro tempo, em outro lugar, está reservado para todos os que souberem viver o possível aqui na terra.

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