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Grande emoções – Rabiscos do Silêncio

O mês de março marca positivamente o futebol gaúcho com seus dois maiores representantes: os vermelhos e os azuis: Internacional e Grêmio, estreando na maior competição Sul-americana, que é a cobiçada Copa Libertadores.

Neste sentido, o Grêmio parece estar mais preparado, com um time mais ajustado. Manteve quase toda a base do ano passado, com poucas vendas e contrações de jogadores experientes acostumados a grandes jogos que o futebol exige dentro do espírito competitivo que é a Libertadores. Enquanto que o Internacional tem na grande parte do seu elenco jogadores que disputarão pela primeira vez uma competição internacional, isto é uma mostra de que precisará de cautela e objetivos mais centrados na união do grupo de jogadores que estão à disposição do técnico Odair Hellmann.

E o grupo de jogadores do Internacional, dá para se dizer que é um dos menos qualificado dentre os que disputarão a Libertadores neste ano, sobretudo diante das demais equipes do Brasil e dos Argentinos. Vão precisar se superar para representarem bem a torcida e o valor desta camisa que tem muitas conquistas nos seus anos de existência, estando também com os recursos financeiros menores. E no Grêmio a política financeira é mais tranquila, pôde formar um time bem mais compacto, com um planejamento que vem de muitos anos com um olho nos jogadores da base e outro no mercado por desfrutar com a venda e compra de jogadores de qualidade.

Estas grandes competições servem como uma vitrine para os jogadores se valorizarem no seu currículo e anseios em alçarem voos maiores em outros clubes sendo o maior sonho e destino a Europa. Por isto se faz necessário uma boa campanha para poder aproveitar bem estas oportunidades, que traz muitos benefícios financeiros para o clube, jogadores e a torcida pela garantia de uma solidez e melhora na expectativa de grandes títulos.

Do lado do Internacional não se pode esperar grandes títulos nesta temporada, pois está passando por um momento de reformulação no elenco de jogadores, isto acontece com todos os grandes clubes do futebol mundial. Mas se vierem títulos como a Libertadores, Copa do Brasil, Campeonato Brasileiro, ou até mesmo o próprio Gauchão, será uma conquista que marcará muito positivamente.  Já o Grêmio está mais apto a colocar mais taças em sua galeria de conquistas, se permitindo ao luxo de formar dois times (reservas e titulares) altamente competitivos.

E o futebol é surpreendente. Muitas vezes acontece a lógica do time que está bem em todos os aspectos ganhar uma partida, uma decisão e consequentemente ficar com o título da competição, mas pode acontecer que a “zebra” se atravessar na frente e estrague a festa do salto alto dos grandes times. Por outro lado, não é somente a “zebra” que dá títulos aos times de menor expressão, mas a vontade, determinação e a união dos jogadores, comissão técnica, torcida e diretoria em torno do objetivo de vencer. Já aconteceu com o Juventude de Caxias do Sul ao ganhar uma Copa do Brasil. O próprio Caxias, que tinha com o técnico, nas primeiras experiências, o atual comandante da seleção brasileira, Tite, venceu o Gauchão. E mais recentemente temos o Novo Hamburgo.

Está em aberto quais as surpresas que o futebol nos reserva para esta temporada. Não existe jogo jogado. O que tem valor no futebol é a garra, empenho e a força de vontade dos jogadores, que muitas vezes perdem uma partida ou uma competição, mas fica aquela sensação do dever cumprido. Jogadores comprometidos com o time, mesmo não sendo o Gaúcho ou Brasileiro como tanto o Grêmio como Internacional, nas grandes conquistas tiveram jogadores estrangeiros em seus elencos: Exemplo do Benítez, Figueroa, Hugo de León, Kannemann, D´Alessandro, jogadores estes que se identificam com a torcida e com o valor que tem essas camisetas.

As grandes emoções que o futebol nos proporciona, marca positivamente a vida de quem sabe torcer. Pois o futebol em si traz muitos benefícios. Na discussão de ideias com a formulação de opiniões, nas vitórias cria-se um clima bom de alegria com otimismo e nas derrotas a tristeza, decepção, porém, faz acreditar na esperança de novos tempos. O importante é saber compreender os altos e baixos do time do coração, não se destruir com fanatismo exagerado nas amizades ou revoltar-se, se isolando do convívio entre as pessoas, prejudicando o próprio corpo na concentração do trabalho e na formulação de pensamentos improdutivos.

 

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