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Na Intencionalidade do pronome “Nós” – Rabiscos do Silêncio

Na história humana o pronome “nós” sempre foi motivo para que o mundo avançasse em compreensão e entendimento, enquanto que o “eu” , individualista, trouxe guerras e interesses mesquinhos com grandes destruições da moral e ética nas famílias e na sociedade.

O pronome “nós” faz parte do pluralismo motivador, pois traz o conteúdo, juntamente com “vós” e “eles”,  da união de valores que precisamos resgatar procurando dar respostas favoráveis ao singular do “eu”, “tu” e “ele”.  Não como meio de usá-los somente para explorar as pessoas economicamente ou moralmente, pois muitos são os lamentos e as dores ouvidas na sociedade. Perdeu-se o respeito e a grandeza do ser humano como sendo imagem e semelhança de Deus, que se fez pertencente a nós para acolhimento da verdade e da paz.

Muitas também são as ilusões que se criam com o domínio do “eu” para enfraquecer o “nós”. Quando se usa a própria liberdade em prol de somar o “meu” com o “teu”, não para diminuir os outros que compõe o “nós”, estamos construindo relações de amor e solidariedade que valorizam o sentido do ser humano, e não muros, leis ou fantasias que promovem desentendimentos, preconceitos e violência entre as pessoas, pois isso anula a potencialidade existente no “nós”.

É muito fácil, cômodo e chato viver atropelando sentimentos com a razão ao “eu”, levando o “ele” ao isolamento improdutivo que fermenta dor, esquecimento e doenças psicológicas. A essência do saber precisa ser olhada com a dimensão do pronome “nós” para transformar a responsabilidade de amar e ser amado, não para destruir a essência da convivência entre as pessoas.

Quando soubermos olhar o “nós” com positivismo transformador, a vida ganha um potencial forte de alegria e as páginas da nossa existência serão preenchidas com  escritas de amor, usando as vírgulas do respeito e os pontos do diálogo, aberto a novas experiências. Mas é preciso abrir-se ao novo que acontece na realidade do “eu” e vai transformando corações.

O exercício profundo e permanente da compreensão pode levar a recuperar o verdadeiro sentido do  “nós”, fazendo uma aproximação da verdade de todos os pronomes no singular, o “eu”, “tu” e “ele”, com os pronomes que pertencem ao plural, o “nós”, “vós” e “eles”, através dos valores da humildade e da constância, deixando de perseguir o outro com mentiras, violência e ódio, procurando os caminhos da verdade, da paz e do amor. Esses caminhos levam a fazermos a vontade de Deus, tendo responsabilidade com a promoção humana.

Porém, se faz necessário a união de uma família com outra família, na formação de pessoas equilibradas que saibam olhar a vida na direção de acolhida na troca da experiência coletiva, pois as nações precisam e necessitam de transformações profundas que deem credibilidade ao “nós” como manifestação de acolhida numa fé verdadeira em Deus e no amor.

Que no ano de 2019 possamos ter mais coerência com a verdade e a paz, e saibamos pedir a Deus muita luz para iluminar nossas famílias e a sociedade nos 365 dias que temos para preencher praticando o bem. E tenhamos muita serenidade para viver o “nós” que liga todos os pronomes pessoais ou de tratamento ao amor transformador com a inclusão de todas as pessoas em nossas orações, pensamentos e ações.

Que nosso coração e a consciência sintam a felicidade de ser um com o outro, num abraço entre o céu e a terra na inserção do desejo de Deus e na esperança de vivermos a sua infinita misericórdia, no aqui e agora, como estabelecimento do depois que está diante dos nossos olhos.

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