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Sobe para 281 número de mortos em tsunami na Indonésia

Especialistas suspeitam que tsunami tenha sido causado pela erupção do vulcão Krakatau | Foto: Demy Sanjaya / AFP

*Com informações da NHK, emissora pública de televisão do Japão, e da Xinhua, agência pública de notícias da China

Autoridades da Indonésia confirmaram hoje que chegou a 281 o número de mortos em decorrência do  tsunami que atingiu as ilhas de Java e Sumatra há pouco mais de 24 horas. Há 1.016 pessoas feridas e 57 desaparecidas. Segundo as autoridades, o número pode ser ainda maior, pois a extensão total do dano ainda é desconhecida.

Na madrugada desta segunda-feira, foram reiniciadas as buscas por desaparecidos em torno dos prédios que desmoronaram perto da costa em Pandeglang, no oeste de Java. As equipes de resgate não têm maquinário suficiente para as atividades.

Até ontem, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, o Itamaraty, não tinha informações de brasileiros entre as vítimas. Porém, deixou um canal de comunicação para eventuais informações. Segurança As autoridades indonésias afastaram os moradores das áreas costeiras, pois há ameaça de outro tsunami ocorrer, uma vez que um vulcão no Estreito de Sunda, entre Java e Sumatra, está ativo.  Especialistas suspeitam que o tsunami tenha sido causado por deslizamentos de terra causados pela erupção do vulcão Krakatau.

Saldo inicial

Por enquanto, o saldo inicial é de que o tsunami destruiu 556 casas, nove hotéis e 360 ??navios no distrito de Pandeglang, a área mais atingida, bem como a província Serang de Banten e o distrito de Lampung Selatan, na província de Lampung, informou o porta-voz da Agência Nacional de Gerenciamento de Desastres, Sutopo Purwo Nugroho. No distrito de Pandeglang, ondas gigantes atingiram áreas residenciais e vários pontos turísticos ao longo da costa, como Pantai Tanjung Lesung, Sumur, Penimbang, Teluk Lada e Carita, disse Sutopo.

A maioria dos hotéis, resorts, restaurantes e lojas de conveniência fechou após o tsunami. Entre as áreas devastadas havia uma praia na vila de Cinangka, em Anyer, muito procurada por suas areias brancas e por seus coqueiros. Todas as construções feitas de bambu na praia foram destruídas. Depois que o tsunami ocorreu, a Agência de Meteorologia e Geofísica proibiu a comunidade de ter atividades na área costeira do estreito.

O presidente americano, Donald Trump, que lamentou a devastação, tuitou: “Rezamos por sua recuperação. Os Estados Unidos estão com vocês!”. A ONU se mostrou disposta a apoiar os esforços do governo, indicou o porta-voz de Antonio Guterres, secretário-geral da organização.

Onda vulcânica

Ao contrário dos tsunamis provocados por terremotos, que desencadeiam sistemas de alerta, as ondas ‘vulcânicas’ deixam muito pouco tempo às autoridades para prevenir a populaçção. “Aconteceu tão rápido”, conta Ade Junaedi. “Eu estava conversando com um hóspede em minha casa quando minha mulher abriu a porta, gritando, aterrorizada. Pensei que era um incêndio, mas ao caminhar até a porta vi a água chegar…” Anak Krakatoa é uma pequena ilha vulcânica que surgiu no oceano meio século depois da letal erupção do vulcão Krakatoa em 1883. É um dos 127 vulcões ativos da Indonésia.

Naquela ocasião, uma coluna de cinzas, pedras e fumaça foi expelida a mais de 20 km de altura, o que deixou a região no escuro e provocou um grande tsunami, com repercussões em todo o mundo. A catástrofe deixou mais de 36.000 mortos. A Indonésia, uma das áreas mais propensas a sofrer catástrofes no planeta, fica no Círculo de Fogo do Pacífico, onde se encontram placas tectônicas e que registra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta Em 26 de dezembro de 2004, um tsunami provocado por um terremoto no fundo do mar de 9,3 graus de magnitude, na costa de Sumatra, Indonésia, provocou a morte de 220.000 pessoas em vários países do Oceano Índico, 168.000 delas na Indonésia.

 

Fonte: Correio do Povo

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