Rabiscos do Silêncio – Fonte de água viva

A nossa vida tem uma profunda fonte de água viva, qa qual precisamos buscar diariamente. Essa fonte é o coração. Ele é o responsável pela nossa existência num universo coberto de novidades, equívocos e contradições. Mas são coisas deste mundo e precisamos apreciá-las, aceitá-las e saber conviver.

Sem essa busca intensa por uma convivência onde se saiba compreender e aceitar, não conseguimos apreciar as coisas do mundo como algo transitório, sobrecarregando nosso ser das falsas intenções que sustentamos como verdadeiras. Essas intensões não deixam a fonte da água viva ficar transparente, cristalina e incolor, pois estão comprometidas com a poluição da indiferença, exclusão e exploração.

E quem souber preservar essa fonte com equilíbrio e muito amor terá sempre razões para poder distribuir da água pura e limpa para todas as pessoas necessitadas de perdão, coragem e paz, pois essa fonte é inesgotável. Quanto mais procuramos doar, tanto mais ela aumenta sem medo de perder ou diminuir. Porém se nós guardarmos essa água em nosso individualismo, ela automaticamente se torna turva, poluída e produzirá sensações desagradáveis para a sociedade.

É preciso ter cuidado com essa fonte mantendo uma preservação bem organizada, com sombreamento de árvores da compreensão, esperança e diálogo, pois existem muitas impurezas que são jogadas do exterior, prejudicando o favorecimento da boa água e essas impurezas são o lixo da vaidade, ciúme e mentira. Estes sujam o interior dessa fonte levando as pessoas a provarem da água modificada que prejudica a sociedade na limpeza de sua consciência.

Muitas vezes, encontramos pessoas que estão em dificuldades por apresentarem suas fontes cheias de entulhos, galhos e pedras trazidas pelas enchentes que se transformam em enxurradas da existência. São todas aquelas enxurradas que surgem do exterior e cobrem a fonte com a maldade, exclusão e exploração. A pessoa não consegue mover sozinha e tem um coração escondido na fonte do seu desejo a procura de realizações. É preciso ajudá-las a encontrar um novo sentido na sua existência, com a limpeza dessa fonte. Faz-se isso com muito amor, mas um amor verdadeiro, sem as intenções de querer ser mais importante.

A pessoa que tem a sua fonte limpa com água cristalina e sabe ser solidário, compreensivo e amigo, distribui dessa água para as pessoas que estejam necessitadas de atenção pela vida, saciando a sede numa troca de experiências. E a vida fica bem organizada no verdadeiro sentido da existência. Não dê importância se a sua fonte  por um longo período precisar passar por renovações do tempo dedicado às necessidades das outras pessoas, entenda que é preciso assumir os compromissos com as dores e os problemas que os outros porventura estejam passando na sua existência.

Porém,  uma fonte pode passar por muitas dificuldades: físicas, temporais ou  espirituais, mas se tiver o alicerce da existência bem estruturada no poço da propriedade de Jesus Cristo , renova essa água com amor, perdão e compreensão, não se deixando abater pelas circunstâncias da vida, mas procura doar dessa água para uma sociedade mais justa e fraterna.

Portanto, a fonte precisa ser cuidada com organização e responsabilidade, através de  uma fé atuante que faça da água viva sinal de esperança, jorrando paz, alegria e motivação. E quem tem amor, abastece todas as fontes que se encontram desorganizadas por não demonstrarem forças em meio as dificuldades do cotidiano. Manifestando solidariedade com compromissos de doar e substituir a água da desesperança pela fonte da convivência transparente, todas as pessoas terão a certeza de poderem sentir as profundezas dessa água, a clareza de uma existência feliz junto da consciência integradora.

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