Rabiscos do Silêncio – A organização do trabalho

A pessoa humana se identifica com seu trabalho e todos nós necessitamos dele, pois sem ele não conseguimos sobreviver. É próprio de cada um se dedicar a uma tarefa, vocação ou profissão, a qual colabora na construção de um cidadão responsável que valoriza a vida e a integração com a sociedade.

Sem trabalho a pessoa vive angustiada, estressada e sofre muitas cargas psicológicas negativas que se convertem em nervosismo, redução da autoestima e consequentemente abala a tranquilidade na convivência com as outras pessoas. É comum ver pessoas apresentando esses comportamentos nos dias atuais, pela falta da oferta de emprego. 

Diferentemente de quem está empregado ou tem um encargo a desempenhar na sociedade. Este vive mais feliz, com harmonia encontra equilíbrio na vida. Sente-se bem consigo mesmo e convive melhor com as outras pessoas, pois encontra satisfação na convivência familiar. Independente do tipo de trabalho que  estiver desempenhando, mas que faça com que seja valorizado.

E todos nós necessitamos uns dos outros para podermos viver em equilíbrio social. O estudante necessita do professor, o jogador de futebol do seu técnico, o enfermo do médico. Essa necessidade nos faz dependentes, no bom sentido da palavra, de uma busca constante do outro. E muitas vezes é um trabalho que exige organização, doação e espírito de coletividade.

A natureza na sua totalidade nos integra ao trabalho, exigindo um movimento responsável pela vida, com uma organização robusta em exemplos: a dona de casa ou a pessoa que cuida da limpeza e preparação do alimento não lava a roupa, cozinha ou limpa a casa só uma vez e esta fica para o resto da vida limpa ou se tem eterna e farta alimentação. Acontece uma constante renovação do trabalho, na atividade da vida, no pensar e agir de cada um de nós.

O trabalho dignifica a pessoa no humanismo universal.  Exemplo do agricultor que cuida da lavoura, no preparo do solo: planta, colhe com cuidado no tempo certo e, muitas vezes, depende do clima bom e favorável para que possa ter uma boa colheita e após comercializá-la. Ele se alegra quando vê a sua lavoura com as sementes germinarem e crescerem com desenvolvimento sadio, sem descuidar. Esse processo se repete a cada ano na diversidade das culturas.

Muitas pessoas que estavam adaptadas no seu trabalho e pela idade não permitir ou por problemas de saúde, não puderam desempenhar mais aquela atividade. Quando param sentem muita falta, contemplam a inutilidade. Isso comprova o quanto algumas pessoas, nutrem um amor pelo seu trabalho. Deixam grandes exemplos de fidelidade que devemos seguir no nosso cotidiano profissional.

Trabalhar com prazer e satisfação tendo uma grande leveza, sentindo amor pelo que estamos fazendo, nos conduz a respostas positivas. Também precisamos fazer do trabalho um valoroso motivo de crescimento em nossa experiência, fazendo as coisas com entusiasmo e  responsabilidade.

Porém existe diversos tipos de trabalho, como existem pessoas com temperamentos diferentes. Algumas são calmas, outras mais agitadas, umas introvertidas, outras extrovertidas e assim por diante… Mas precisamos compreender que todas tem seu valor, pois contribuem com seu jeito de ser para um mundo mais humanitário.

E o trabalho não pode servir como meio de exploração ou escravidão. É preciso saber associar a vida ao trabalho com responsabilidade, não acumular ilicitamente  bens materiais usando o esforço de terceiros para se promover na vida, mas  fazer bom uso das pessoas para agregar promoção social, tendo a mente voltada para o espírito da coletividade. Essa prática fortalece a segurança e a confiança que precisamos imprimir em nossa alma, a qual também precisa ser trabalhada para desbloquear o que prejudica a busca pelo transcendente.

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