Eduardo Leite indica nomes para equipe de transição do governo no Rio Grande do Sul

Leite e Sartori se reúnem no Palácio Piratini, em Porto Alegre, para transição de governo no Rio Grande do Sul — Foto: Luiz Chaves/Palácio Piratini

O governador eleito Eduardo Leite (PSDB) indicou nesta segunda-feira, 5 de novembro, os nomes que irão integrar a equipe de transição do governo no Rio Grande do Sul. O coordenador-geral será o deputado estadual Lucas Redecker (PSDB), eleito em outubro deputado federal com 114.346 votos. À frente da coordenação-técnica, estará Cláudio Gastal, presidente-executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC).

Além do eixo “Governança para uma agenda comum”, três eixos temáticos foram definidos no plano de governo de Leite. O eixo “Estado sustentável”, que contempla planejamento, gestão e finanças, ficará sob responsabilidade de Paulo Dias Pereira.

O eixo “Sociedade com qualidade de vida”, que inclui saúde, segurança, educação, cultura, inclusão social e esporte e lazer, será comandado por Antônio Carlos Pacheco Padilha.

Já o eixo “Desenvolvimento empreendedor”, que contempla economia e infraestrutura, estará a cargo de Artur Lemos Junior, ex-secretário de Minas e Energia.

Por parte da atual gestão de José Ivo Sartori (MDB), quem coordenará a transição será o chefe da Casa Civil, Cleber Benvegnú.

Nesta terça-feira (6), o Sartori viaja a Brasília, onde deve chegar por volta das 17h, para tratar da recuperação fiscal. Ele irá se reunir com o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha e, em seguida, com o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun.

Reunião de transição

Na manhã desta segunda-feira, Leite fez a primeira reunião de transição com Sartori no Palácio Piratini, em Porto Alegre.

O encontro começou por volta das 10h30 e durou pouco mais de uma hora. Eles discutiram, principalmente, assuntos ligados à crise financeira do estado, entre eles o pedido que será encaminhado à Assembleia Legisltaitiva para manutenção das atuais alíquotas de ICMS.

Sobre a redução das alíquotas daqui a dois anos, Leite disse que “é a nossa disposição, como nos comprometemos na eleição, e este período será utilizado para uma ampla revisão do sistema tributário, que nos permita fazer a redução de impostos num sistema mais inteligente”.

O tucano deve receber o estado com um déficit orçamentário de aproximadamente R$ 3 bilhões. Conforme a Secretaria Estadual da Fazenda, a dívida do estado com a União fechou 2017 em R$ 58,5 bilhões. Mesmo assim, Leite reiterou a promessa de que o governo voltará a pagar em dia os servidores até o fim de 2019.

Na semana passada, o governador José Ivo Sartori publicou decreto com objetivo de facilitar acesso a informações relativas a atividades exercidas pelos órgãos e entidades, contas públicas e resultados de programas, projetos e ações, incluindo as metas e indicadores.

“Faremos uma transição transparente, colaborativa, de alto nível técnico e político”, publicou Sartori no Twitter, antes da reunião.

Em entrevista ao programa Jornal do Almoço, da RBS TV, no dia seguinte ao segundo turno da eleição, Leite destacou que o período de transição é “importantíssimo para refinar projetos.” Ele venceu o pleito com 53,62% dos votos válidos.

Fomte: G1 – RS

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