Justiça nega pedido de liberdade para réu no caso Bernardo

Menino Bernardo / Foto: Arquivo Pessoal

A 1ª Vara da Comarca de Três Passos negou na quinta-feira, 11 de outubro, um pedido da defesa de Evandro Wirganovicz, preso pela morte de Bernardo Boldrini. Ele é um dos quatro réus pelo homicídio do menino, que tinha 11 anos, juntamente com o pai da criança, Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini e Edelvânia Wirganovicz, irmã de Evandro. Os quatro seguem presos e o julgamento ainda não foi marcado. O G1 tenta contato com o advogado de Evandro.

O caso comoveu o país há quatro anos. Segundo a investigação, Bernardo foi morto com uma superdosagem da medicação midazolam, aplicado por Graciele. Edelvânia e Evandro ajudaram a enterrar o corpo da criança em Frederico Westphalen, a 80 km de Três Passos, onde a família vivia. Leandro Boldrini chegou a notificar a polícia falsamente sobre o desaparecimento do filho.

A defesa de Evandro pediu sua liberdade ao questionar a necessidade da manutenção, considerando que já decorreram mais de quatro anos do crime e alegando que ele não participou diretamente da morte da vítima. Cita também que Evandro é réu primário.

A decisão, porém, informa que há indícios de autoria e materialidade e que o fato de ser réu primário não garante, por si só, a concessão da liberdade. Ainda cita que a ausência na participação na morte será analisada no julgamento.

O despacho ainda lembra que, mesmo quatro anos após o crime, ainda há mobilização da sociedade, “na tentativa de manter vivo, ao que se percebe, o clamor pela justiça”.

O julgamento ainda não foi marcado. A juíza Sucilene Engler Werle, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Três Passos, solicitou que a realização do júri fosse em Porto Alegre, pedido que será analisado pela 1ª Câmara Criminal, em data ainda a ser definida.

Fonte: G1 – RS

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