Rabiscos do Silêncio – A natureza não mente

Todas as coisas existentes na natureza tem sua maneira própria de se comunicar com o universo, transmitindo-nos coisas extraordinárias, as quais nos fazem pensar e deliciar com tal beleza singular e que pertence a todos nós.

Quantas verdades pode se extrair do encanto que produz o canto dos pássaros? Da chuva que cai? Do sol que ilumina ou do vento que não vemos, mas transmite vida a todos os seres vivos? Que abundância de comunicação é essa que recebemos todos os dias nos transmitindo muita paz, fé e alegria, pois integram a natureza que quer ver todas as pessoas unidas em torno de um bem comum.

Alguém já viu uma árvore ter ciúme, raiva, ou rancor pelos frutos menores que a outra? Ou um pássaro ficar invejar ou ignorar o seu próprio canto e querer impedir outros pássaros de cantarem?  Que extraordinária perfeição existe nestas verdades contemplativas fazendo da nossa vida um valoroso respeito, o qual precisamos imprimir em nossas ações pelos dons que recebemos para serem trabalhados e desenvolvidos para o bem da humanidade e não usados para explorar, manipular ou destruir as pessoas na sua maneira de ser.

E a natureza não engana com falsidade, mas respeita a manifestação humana pelo trabalho que executa com a terra na busca de alimentação. Por exemplo, um agricultor que semeia  milho, feijão, arroz, soja ou trigo, colherá aquilo que plantou sem engano.  Entre as pessoas, a falsidade é uma das causas de confusão e conflitos que paralisam os bons propósitos presentes na sociedade e não deixam germinar as sementes do amor, perdão e solidariedade, pois essas sementes precisam de solos fecundos que façam produzir alimentos para uma vida mais justa e fraterna, sem trocar a fórmula nem o rótulo das sementes boas.

Mas a pior mentira é aquela que nasce do coração perverso que alimenta a enganação no pensamento e que traz falsidade no olhar. Essas pessoas vivem em conflito consigo mesmas, pois nutrem em seu interior muitas coisas ocultas, mas que se revelam em atitudes de fofocas, ciúmes e discórdias. São pessoas que desconhecem a transformação que o amor pode trazer e não sabem o valor da paz e da reconciliação, que pode beneficiar o seu pensamento com a aceitação dos defeitos que cada pessoa traz dentro de si, na dimensão do olhar verdadeiro com integração a tudo o que traz vida e indica a presença de Deus como parte da natureza divina.  

As pessoas que se esforçam para espalharem a verdade, não ferem a natureza, o seu semelhante e nem a sua própria consciência com argumentos destruidores que produzem mentiras de exploração, ganância e dominação. Transformam-se interiormente e sentem a verdade na sua essência pela abstração da paz exterior, comunicam a leveza que o espírito produz com a transpiração da alma, não ficam respirando coisas enganosas que poluem o coração.

Precisamos recuperar o terreno da verdade. Plantado amor, paz e fé com tudo o que produz esperança e deixar de alimentar o solo com mentira que produz violência, vingança e vaidade. A vida tem mais sentido quando as pessoas procuram se ajudar sem atrapalhar ou sufocar a essência da consciência do seu semelhante. E a mentira já causou muitos prejuízos para a humanidade com solos erosivos contaminados pela poluição da ganância e exploração.

Plantando esperança com amor poderemos colher os frutos da verdade e sentir a água viva jorrando paz interior em nossos corações. É preciso eliminar a mentira da consciência, tendo fé em Deus, trabalhando com honestidade e justificando nossa presença neste mundo com práticas acolhedoras, pois fazemos parte da natureza que não mente, mas acolhe a todos com alimento e agasalho. Sabendo olhar na dimensão do outro acumulando-o de respeito e atenção pela sua valorosa troca de experiências com nossa existência.

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