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Rabiscos do Silêncio – Um ser inesgotável

O ser humano é maravilhoso, quando consegue reconhecer-se pela atuação na sociedade traçando objetivos e cumprindo as metas, sem sobrecarregar os outros indivíduos pela negação ou traição.

Quando o ser humano é aceito pela afirmação da participação autêntica e respeitosa tudo se converte em realidade possível de realização. Dizer que o ser humano pode agredir o meio ambiente, aos animais irracionais e às outras pessoas que nada acontece, é não saber valorizar a integridade do corpo, alma e espírito que precisa acontecer pela soma de responsabilidades.

E diante do ser humano encontra-se a dimensão da comunicação com o universo, pois quando conseguimos ver além do nosso olhar físico com tudo o que está presente na matéria, facilmente conseguimos chegar a dimensão da fé no espírito e tudo se concentra no valor que precisamos imprimir em nossa consciência, com o respeito que cada criatura merece ter onde se encontra.

Mas quando usamos a comunicação para destruir a integralidade do universo com práticas contrárias a inserção do amor e criamos nossa própria lei, fugindo da imagem do respeito e atentamos contra a natureza, os animais e a liberdade das outras pessoas, ferimos a comunhão que o amor exige na autenticidade da organização do espírito.

O ser humano foi feito para sair de si mesmo e procurar desenvolver a sua personalidade com tudo o que se encontra dentro de sua interioridade. Quando aprende a mergulhar nessa sua própria interioridade, consegue permitir que o amor, o respeito e a compreensão curem tudo o que é construído pela exterioridade, como a indiferença, incompreensão, exploração. Mas sem a busca pela abertura de acolhida do outro que precisa ser aceito pelos vínculos da sua existência como parte integrante do ser, essa permissão só acontece na teoria e não acontece nenhuma mudança na prática do nosso coração. Perdemos assim a oportunidade de trazê-lo para junto da interioridade.

E o amor, perdão e a compreensão são manifestações inesgotáveis. Quanto mais se pratica, melhor se vive consigo mesmo, com as outras pessoas, com Deus e com toda a natureza. Pois tornam a convivência livre das amarras e ajudam-nos a sintonizar-nos com a beleza da vida. Do contrário, quando procuramos destruir essas dimensões, não permitindo a manifestação do envolvimento do outro em nós e fugimos da oportunidade de aceitar os seus erros, estaremos fingindo para nós mesmos, colocando um limite e se destruindo com as coisas esgotáveis neste mundo.

Tudo o que é construído com o envolvimento das coisas inesgotáveis tem o sabor e o perfume do amor, em que se planta e se colhe tendo o terreno da fé como meio de ver o outro feliz. Faz com que tenhamos a propriedade da nossa consciência para podermos fortalecer a verdade a paz e a justiça, com os frutos da coragem, nos comprometendo com a construção da liberdade de Deus em nossa caminhada terrena.

Portanto, a pessoa que deixar se envolver pelas coisas inesgotáveis sente a presença de Deus com segurança e sabe a direção certa do seu caminho. Não fica vagando em conceitos, mas abastece sua alma com as experiências da vida, fortalece os que estejam necessitando de apoio nas diversas circunstâncias e experimenta a extraordinária razão de existir, superando com dignidade as interrogações mal formuladas e ama a verdade com fundamentos da esperança real do conhecimento prático.

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