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Rabiscos do Silêncio – As lições da Copa

Com o fim de mais um dos maiores eventos futebolísticos do mundo, o que era futuro, passou a ser premente e agora ocupa a galeria do nosso passado num evento que a cada quatro anos cobre nossas vidas de emoções, alegrias, decepções, expectativa e, às vezes, tristeza.

Estes são ingredientes fundamentais que marcam a vida de todos nós seres humanos que habitamos essa pequena extensão do limitado mundo finito.

E quando se consegue unir a criatividade com positivismo tudo funciona adequadamente como todas as pessoas esperam, nas suas devidas funções ou profissões que tem a desempenhar na vida. Isso requer atitudes de compromisso, efetividade e honestidade que contemple o bem em comum para que as pessoas possam servir a sociedade com alegria por tudo o que representa cada objetivo traçado.

Todos os grandes eventos se traduzem em organização e a Copa do Mundo exige uma adequação que garanta o acolhimento dos países que participam. E coube a Rússia fazer a organização desta vez, como país sede da edição de 2018. Foram quatro anos de espera, trabalho e investimentos em todas as áreas para que os participantes se sentissem bem, num objetivo de fazer o melhor, seja na reformulação dos estádios, nas comunicações, segurança, transporte ou na acolhida.

Isso demostra que o país sede tem quatro anos para fazer juntamente com a F.I.F.A. uma organização que contemple o interesse maior que é proporcionar e fazer com que a coletividade funcione de maneira justa, com transparência na inclusão de ideias em torno de fazer valer o fator local. E que justifica uma boa aceitação por parte de quem fora o indicado.

Mas após quatro anos se pôde, perceber que a copa da Rússia pela objetividade, deixou mais saudades que a copa realizada no Brasil. Não pelo futebol que foi apresentado dentro das quatro linhas, mas pela organização em todos os sentidos, pois aqui no Brasil muitos estádios ainda não estão prontos como exigiu a F I F A. enquanto que na Rússia um ano antes já estava quase tudo finalizado. A diferença de tudo isto está em ter pessoas que zelam e trabalham para o bem comum, tendo a educação como base do desenvolvimento de um país e não ao desvio de verbas, mentiras e enganos, faltando a concentração do compartilhamento.   

E no Brasil existe muito rancor político, tanto por parte da esquerda como pela direita, pois quando um partido da esquerda vence a eleição, a direita faz de tudo para enfraquecer com falsas acusações e artimanhas, deixando a democracia ferida e o povo a engolir as falcatruas pela frustração das críticas mal elaboradas. E, aliado a isso está a corrupção que mancha e destrói a ordem e o progresso do país, faltando a união em torno das necessidades das pessoas.

Mas o futebol dentro do seu conteúdo tem o poder de traduzir as nossas decepções, angústias e tristezas em momentos diferentes de emoções, proporcionando aos torcedores grandes expectativas nas jogadas que se criam para com o adversário, permitindo a vida preencher o círculo de amizades e não de inimigos que cortam relacionamentos, provocam brigas bloqueando a alegria.

E dentro das quatro linhas, não é hora de se lamentar a perda de mais um título, mas de definir logo a comissão técnica e renovar as esperanças com a garimpagem de novos talentos que estão surgindo a nível mundial. Juntar a experiência de alguns jogadores do atual elenco e dar oportunidade com segurança para atletas que demostrem empenho, objetividade e espírito de competividade, pois perder faz parte do jogo, porém, perder sem clareza do peso da camisa canarinho é triste demais para os torcedores brasileiros.

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