Fepam confirma contaminação de rio com metanol após acidente no trecho Passo Fundo/Marau – Portela Online
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Fepam confirma contaminação de rio com metanol após acidente no trecho Passo Fundo/Marau

Créditos: Mateus Miotto/Rádio Uirapuru

Um acidente envolvendo uma carreta tanque, carregada com 43 mil litros de metanol, causou grande impacto ambiental e interrompeu o trecho Marau/Passo Fundo (ERS-324) durante todo o dia de ontem (23). A saída de pista foi por volta das 6h40, sendo que o motorista ficou ferido. O maior problema, porém, foi a carga de metanol, que vazou e acabou atingindo o Rio Burro Preto, na comunidade de mesmo nome, contaminando o solo e a água.

O rio, antes com coloração límpida, se tornou turvo e fervilhava com os milhares de litros de metanol extremamente tóxicos na água. O produto oferece alto risco para animais e plantas, sendo que somente 25 ml são suficiente para matar uma pessoa que o beber. O metanol é um combustível altamente explosivo e parte da carga acabou ficando dentro do tanque, além de outra quantidade empoçada nos arredores de onde a carreta tombou. Isso exigiu bloqueio total do trecho, para evitar ferimentos em caso de uma explosão.

Como o risco era grande, uma equipe da Fepam, de Porto Alegre, se deslocou até o local para avaliar danos e riscos. A equipe chegou somente por volta das 14h30, quando iniciou os trabalhos de avaliação. Imediatamente, iniciaram o transbordo do que sobrou da carga, momento mais complicado que ofereceu grande risco.

Em entrevista na Uirapuru o responsável pela Divisão de Emergências Ambientais da Fepam, engenheiro químico André Milanez, explicou que o combustível tem uma propriedade diferente dos demais, como o Diesel. Ele evapora rapidamente e se mistura na água. O procedimento agora será remover a terra atingida, cerca de 300 metros, e mandar para um aterro especial.

Ainda não é possível saber a extensão dos danos, mas Milanez confirmou que milhares de litros do produto chegaram na água do rio, se diluíram e seguiram o curso. Lembrou que neste caso a polícia agiu certo usando areia para conter o produto até que evaporasse e o isolamento do local foi de grande importância pois a chama do metanol não tem cor, o que dificulta qualquer ação diante de uma emergência.

Sobre ações penais, Milanez deixou claro que a parte técnica de sua competência é apenas avaliar e agora toda a documentação do incidente será analisada pelo órgão responsável, que entrará em contato com a empresa de transporte.

 

Fonte: Rádio Uirapuru

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