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Rabiscos do Silêncio: Vergonha Nacional

A natureza faz parte das nossas vidas, pois todos os seres: animal, vegetal ou mineral, têm na sua origem as formas secretas de produzir energia para a organização do universo.

Tudo isso demonstra a solidez, a harmonia e a gentileza com que precisamos perceber ao captar, através do nosso intelecto, as maravilhas contidas em cada ser, incluindo a espécie humana.

Mas é de grande irresponsabilidade sufocar a vida e a natureza e tudo o que ela contém com o uso de agrotóxicos nas plantações agrícolas em maior escala do que atualmente é permitido. E aqueles que defendem a mudança da lei dos agrotóxicos, ou seja, a P L 6299, são grandes latifundiários e empresas multinacionais com o aval do ministério da agricultura, ignorando a honestidade do povo brasileiro e querendo fazer valer a destruição da biodiversidade, priorizando o lucro acima de tudo.

Existem nove substâncias proibidas no mundo cujo uso poderá ser autorizado caso os parlamentares aprovarem na comissão especial a PL. São elas: Endossulfam, Cihexatina, Trieloform, Monorocrofós, Pentaclorofenol, Lindano, Parationa, Matlica, e Procrolaz . Tais substâncias, além de causar grandes impactos na natureza, podem provocar câncer de mama e de próstata, má formação devido a desregulação dos hormônios, e outras novas doenças que surgem em decorrência do uso indiscriminado de veneno.

E o pior disso tudo é a bancada ruralista querendo acabar com a produção orgânica dirigida por produtores da agricultura familiar. Essa bancada ruralista aposta em dois projetos para evitar o cultivo, consumo e comercialização de produtos orgânicos que são o: PL 4576/2016. E o PL 6299/2002. Ambos os projetos já aprovados em comissão pela câmera dos deputados. Agora se for aprovada essa vergonhosa lei pelo Congresso Nacional, se modifica o projeto da PL 10. 831/ 2003, dificultando a comercialização dos produtos da agricultura familiar em supermercados.

Muitos órgãos científicos se colocam contrários a essa “vergonha nacional” e sentem os malefícios dos venenos no meio ambiente, às pessoas e ao clima inclusive. São eles: a fundação Osvaldo Cruz, o Instituto do Câncer, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO, o Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais, (IBAMA) a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária ( ANVISA ) a Organização das Nações Unidas ( ONU).

Essas propostas de alteração da legislação brasileira interessam economicamente ao agronegócio, não se importando com a saúde das pessoas e a sustentabilidade do meio ambiente. E modificar essa lei é se colocar a favor da morte, matando as pessoas com as doenças que são provocadas com uso de venenos, bem como espécies também da fauna e da flora, poluindo as águas e o ar pela concentração de agentes danosos que contém os agrotóxicos.

E se já estava pesado para o meio ambiente, pelo plantio de sementes transgênicas, com essa modificação da lei, ficará cada vez mais difícil de obtermos saúde, bem estar e tranquilidade por tudo o que representa a natureza, pois sem ela ninguém consegue viver e se sustentar com o alimento, agasalho, água, ar e todas as coisas que estão colocadas em harmonia para os nossos sentidos e necessidades.

Os deputados e senadores foram eleitos para defenderem a vida com dignidade, respeito e inserção da verdade, não para criarem leis contrárias a sua manifestação, espalhando sinais de morte com práticas abusivas a natureza as pessoas e a biodiversidade, tirando o direito da terra de produzir com sua liberdade o sustento de todos nós.

E porque não investir em uma produção orgânica, que é a saúde que nasce da terra, não agride o meio ambiente e faz do alimento vida com tudo o que se coloca no estômago? Ah, mas isso não enriquece as multinacionais, não mata as pessoas com doenças relativas aos venenos, induzindo ao consumo de remédios que se gastam com relação as enfermidades. Então se aprovam leis na calada da noite, quando a consciência do povo estiver dormindo, como aconteceu com os 15 bilhões de barris de petróleo entregues ao capital estrangeiro. Se destrói os centros de pesquisa, ciências do país, levando os cientistas, professores e estudantes a viver uma profunda depressão cultural.

O povo brasileiro precisa ser respeitado nas suas origens e não asfixiado com uma secreta vergonha nacional, pois todos nós nascemos para vivermos felizes, tendo saúde, educação e segurança como alicerces para um desenvolvimento sustentável, equilibrado e organizado, sem contaminar a consciência com falsas ilusões que afetam a sociedade na sua forma espontânea de ser.

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