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Denunciado por assédio sexual, prefeito gaúcho é afastado do cargo

Imagem: Reprodução WhatsApp

A justiça determinou nesta sexta-feira, 13 de julho, o afastamento imediato do prefeito de Não-Me-Toque. Armando Carlos Ross (PP) foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por assédio sexual contra três ex-servidoras.

Na decisão, o juiz Mario Cesar Monteiro alega que o afastamento é necessário para evitar que novos casos de assédio ocorram, e que o prefeito exerça o poder de influência sobre os servidores públicos. A determinação também proíbe Ross de assumir qualquer função pública até o fim do processo.

De acordo com a assessoria do município, o prefeito ainda não foi notificado sobre a decisão e não irá se manifestar sobre o assunto. O afastamento cautelar deve ser cumprido pela presidente da Câmara de Vereadores da cidade até cinco dias após a notificação.

Investigação motivada por vídeo

Armando Carlos Roos (PP) tornou-se alvo de uma investigação após um vídeo gravado por uma servidora no qual o prefeito conversa com a mulher sobre o cargo que ela ocuparia na prefeitura e a convidando para ir a seu apartamento. Após a divulgação da denúncia, ele afirmou que não iria se pronunciar sobre o caso.

Nas imagens, ele negocia um encontro com ela, que aconteceria antes que ela começasse a trabalhar em um cargo no município.

“Eu posso deixar a empregada sem vir uma tarde. Daí tu ia no meu apartamento”.

“Tá, vamos ver então”.

“Mas tem que ser semana que vem. Porque na outra tu já começa”.

No fim, ele afirma: “Eu não quero namorar de graça”.

A denúncia feita pelo MP é por assédio sexual contra duas vítimas, importunação ofensiva contra uma terceira vítima, e outros crimes. Foi ajuizada ainda uma ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra Roos, por conta dos mesmos atos.

Ao apresentar a denúncia, o promotor Leandro Tatsch Bonatto fez o pedido liminar de afastamento.

Após o caso ter vindo à tona, o prefeito proibiu o uso de telefones celulares dentro da prefeitura, mas negou que a medida tivesse relação com as denúncias de assédio.

Fonte: G1 – RS

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