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Rabiscos do Silêncio: Uma criança foi-me enviada

Certa tarde, após ter concluído minhas tarefas intelectuais e caminhado um bocado na busca de respostas mais próximas a minha realidade, em uma cidade mais distante daqui, eis que olho no horizonte e vejo o céu azul, com sol que transmitia muita energia na sua mágica fonte de luz e energia, como a própria vida que envolve todos nós pela grande obra de nosso Deus pai criador deste universo.

E, saindo um pouco de minha condição/caminho, observava as pessoas e suas atitudes corriqueiras em busca de satisfazerem a lógica do cotidiano, o qual muitas vezes as obriga a correrem contra o tempo para preencherem suas vidas no trabalho, estudo, negócios, família, pelo mundo afora.

Já passava das 12h30 min, naquele princípio de tarde, caminhei mais alguns metros e avistei uma praça, muito linda por sinal, com árvores, jardim e grama. Tudo bem distribuído para dar sintonia à beleza natural e à organização do trabalho humano com visão programada. E, mais ao fundo, alguns bancos feitos de concreto, para as pessoas poderem fazer bom uso, nas diversas utilidades que se dispõe a terem.

Foi então que resolvi desligar-me do mundo exterior e dirigi minha atenção ao horizonte da minha individualidade interior, sentado ao banco, num ambiente bem convidativo. E fiquei assim, imóvel, olhando as pessoas, os carros que iam e vinham, cada qual com suas direções e destinos, cumprindo a normalidade de uma sexta-feira qualquer. E eis que ouço algazarra de uma turminha de estudantes que se dirigiam para a escola, daquele grupo de cinco, que julguei terem entre 6 a 8 anos, uma criança se desprendeu dos coleguinhas e veio em minha direção, bem esperta com muita vibração em sua inocência infantil, num instante devolveu-me a paz de espírito e me fez tão bem. 

Quando ela chegou a minha frente, tratei logo de distribuir atenção com minha maneira de dialogar, desligando-me do meu mundo interior.  Num primeiro momento interrogou-me do porque eu estava triste. Procurei explicar-lhe de que não estava triste apenas meditando e fazendo do meu tempo algo para preencher a minha vida. E ela começou a oferecer uma grande leveza com suas curiosidades e uma linda troca de experiências, fazendo daquele momento uma fonte de luz, força e alegria. Ficamos conversando por mais de quinze minutos, tempo suficiente para perceber a presença de Jesus Cristo naquela humilde criatura. Depois daquela introdução em meu pensamento, despediu-se e foi para aula. Mas para não passar despercebida presenteei-lhe com um dos meus livros. Ela agradeceu-me com uma bela resposta contagiante.

São momentos que nos remetem na busca de uma consciência mais acolhedora com nossas crianças, pois são criaturas divinas e merecem tratamentos de amor, compreensão e atenção e não que as  ignoremos com atitudes contrárias à sua maneira de ser. Elas nos ensinam muitas coisas que vem de Deus e se fixam em nossos corações de maneira bem nítida, fazendo embalar a realidade dos céus junto de nossa realidade.

Mas elas, sendo tão inocentes, precisam ser inseridas com objetivos claros de felicidade, alegria e muito amor, por tudo o que representa condição de liberdade no abastecimento dos seus inconscientes no campo aberto pela vida. E não é concebível separá-las do convívio particular, como aconteceu com as atitudes arbitrárias do presidente norte-americano Donald Trump, que separou dos seus pais as crianças refugiadas de outros países. Ou por outras partes do mundo com a aprovação do aborto, como aconteceu na Argentina. E sabendo que no Brasil está tramitando na Câmara dos Deputados esta Lei pela aprovação do aborto.

A vida humana precisa ser respeitada com liberdade que transcende a nossa justificativa terrena, e valorizada com amor, pois negá-la com atitudes contrárias à sua manifestação é empobrecer a imagem de Deus no mundo e bloquear na nossa consciência as palavras de Jesus Cristo que afirmou, “Deixai vir a mim as crianças e não as impeçais porque delas é o reino dos Céus”.

Portanto, todas as vezes que nós não damos a devida atenção a esses pequeninos ou criamos barreiras que negam a sua manifestação ao mundo estaremos fugindo do plano de Deus, pois no coração das crianças não existe maldade, ciúme ou ganância. Elas possuem na sua inocência a capacidade de transformar os ambientes que estejam carregados de tristezas, desânimos ou dor. Mas é preciso saber incluí-las como presente, que marca presença na vida de todos nós, pelas mensagens de paz e amor no brilho de luz que trazem com suas manifestações.

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