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Rabiscos do Silêncio: Na Percepção da Normalidade

A normalidade está presente na realidade como algo intrínseco ao nosso sentimento. Ela faz parte da nossa vida pela inclusão envolvente na dimensão de tudo que se apresenta à humanidade. 

Mas é preciso saber direcionar a nossa existência aos sinais do tempo com tudo o que representa cada manifestação divina, da natureza e das pessoas, através de uma percepção robusta de amor pelas coisas que estão direcionadas a nossa vida. E tudo o que está presente neste mundo tem suas razões de existir e se integram ao ambiente em onde estão inseridos, pois são criaturas que foram colocadas para que possamos dar sentido à convivência, oportunizando sentir alegria, motivação e satisfação.

Quando nós vemos algum fenômeno da natureza como o sol, a chuva ou percebemos o vento que sopra pela gentileza do tempo, precisamos focar nossa atenção a contemplação, como algo necessário para que haja vida na face da terra. Vemos que bela sintonia existe entre as respostas de tudo o que é ofertado pela natureza. Agora imaginemos se todas as manifestações da natureza nunca tivessem acontecido, as pessoas ficariam apavoradas ao ver um relâmpago ou ouvirem um trovão, ou até a chuva pela primeira vez.

Agora vejamos, se todos esses fenômenos que a natureza nos fornece fossem iguais todos os dias, a nossa vida perderia o verdadeiro sentido, pois não existiria alegria pela renovação da contemplação dos espetáculos que colhemos no nosso cotidiano. Mas é preciso saber interpretar a manifestação da natureza com muito amor. Isto é, fazer-se íntegro, inclusive com o ar que respiramos, a água que passa pelo processo da evaporação,  condensação e se transforma em chuva até chegar a nossa torneira ou chuveiro, processo aliado ao sol, o qual com equilíbrio do seu espetacular aquecimento, transmite vida, juntamente com a terra que está exposta para as suas devidas transformações.

E todas estas manifestações estão ao serviço da humanidade numa intensa transformação de energias. Portanto, a nossa vida precisa estar integrada com a natureza no respeito que ela, na sua gentileza, merece, pois tudo precisa ser feito de forma bem elaborada pela humanidade e ninguém pode viver sem colocar gás carbônico na atmosfera, através dos diversos meios tecnológicos disponíveis ou pelo processo no preparo dos alimentos e até mesmo respirando. Para isso existem as árvores e as plantas em geral, que filtram pelo processo da fotossíntese o que jogamos na atmosfera.

O que precisamos perceber é o desrespeito amargo com relação à natureza, pois muitas vezes se polui em demasia, sem mesmo nos darmos conta de que o estamos fazendo. Jogando lixo nos córregos, rios ou fontes e encarando como algo normal. Poluímos o ar e o solo com uso de venenos, fumaça dos combustíveis e não damos importância para a necessidade de que a natureza, com a fauna e flora, possa ter a liberdade de integrar tudo o  que está presente no universo. Pior,  não percebemos que isso é anormal e nocivo. Desmatamos, assassinando a vegetação com suas matas nativas devastando a natureza que levou anos para se constituir. A biosfera precisa produzir vida que favoreça a limpeza na atmosfera, plantando esperança com consistência, harmonia e naturalidade.

Também nós seres humanos precisamos permitir a manifestação do outro em nós  com sua maneira de ser, tendo uma atitude que vá de encontro a nossa vida, com seus problemas, dificuldades e anseios. Não ignorá-lo com nossa normalidade em fazê-lo passageiro de um caminho tortuoso, cheio pedras ou entulhos. Mas conduzi-lo para um caminho de constantes renovações, onde se possa perceber-se como alguém que necessita ser amado e justificado com a mesma dimensão pela proteção do nosso coração.

E cada vez que nós saímos de nossa particularidade para buscar uma inovação em nossas vidas, precisamos desfazer tudo o que atrapalha a percepção das dimensões da manifestação das pessoas em nós. Ir além da normalidade é saber perceber a presença de Deus nas pessoas, na natureza e em nós mesmos, como força para vencermos a inércia do descreédito produzido por todas as coisas ocultas e transitórias deste mundo.

Pois as coisas transitórias fazem parte da condição que damos ao valor a nossa existência. E tudo o que é produzido neste mundo, com objetivo de ocultar a verdade, que não venha a ser revelado pela justiça de Deus na luz da consciência precisa ser descartado. Nessas circunstâncias se identifica o “valor” que precisamos acolher em nós para a vida, que vem de Deus e para ele irá, segundo a sua vontade e a nossa responsabilidade em zelar pelas coisas que estão colocadas no universo, para o nosso bem. Portanto, tudo o que é criado com objetivo de desfazer o plano de Deus em sua condição, se desfaz com o tempo como se fosse fumaça que se perde no espaço vazio, sem o retorno da essencial percepção da alma.

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