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Rabiscos do Silêncio – A Riqueza Nacional

O Brasil praticamente parou com a  justa greve dos caminhoneiros. Foi um momento delicado, tenso e nervoso em que todos nós presenciamos, pois atingiu a todas as pessoas em suas devidas profissões ou atividades.  

O que começou pequeno, sem muita expressão, foi aos poucos tomando corpo até chegar a um dos maiores movimentos de paralização que o país já viveu, atingindo esse patamar de relevância tão significativo, pois foram praticamente todas as entidades com seus devidos postos e setores de trabalho que aderiram a essa paralização num movimento que fez parar o país.  Reduziu-se o próprio trânsito de pessoas, automóveis, navios e aviões, por terra, água e ar, elevando a escassez de alimentos, medicamentos,  combustíveis, rações para animais. Inclusive as escolas, em os todos os níveis de ensino, resolveram paralisar suas atividades para valorizar a iniciativa contribuindo com sua força.

Isso demostra que o povo tem direito de se manifestar. E todos querem trabalhar honestamente com garantias de ter o seu valor reconhecido na profissão que estiverem desempenhando, sem correr o risco de perder tributos com os frutos de seu trabalho, o que é justo. E os caminhoneiros transportam os alimentos tão necessários para a população, bem como todo tipo de produto necessário à ordem de um país, tendo muitas vezes que se sujeitar aos perigos que o trânsito oferece pelas rodovias mal conservadas, violência por assaltos ou até a saudade da família durante longas viagens.

Mas a verdadeira dignidade de um país está na justa distribuição de renda, nos direitos respeitados com tudo o que um país produz dentro do espírito solidário e a natureza oferecendo os bens necessários para  que todas as pessoas possam usufruir e fazer das suas necessidades um comportamento de respeito em relação a alimentação, transporte e agasalho, portanto, não pode haver exploração, corrupção ou modificação de forma alienante nas riquezas de um país, pois todas as pessoas são constituídas de culturas em que cada indivíduo tenha a sua parcela de contribuição com seu trabalho justo e fraterno.

É imprescindível respeitar as fronteiras e território de um país, sabendo compartilhar das riquezas existentes com os habitantes que estejam sofrendo das necessidades materiais é mostrar um comportamento lógico de paz e solidariedade, no qual cada pessoa merece ter dentro das suas origens.  O que distancia a solidez da solidariedade entre os países é a exploração das culturas e riquezas  que estão destinadas a determinado povo, como bem que a natureza lhe forneceu, a chamada globalização, que grandes males tem trazido para a humanidade.

A globalização suga e esmaga o humanismo criando a dominação sem precedentes,  permitindo com que a dominação nos seus interesses particulares seja a prevalência dos países mais poderosos sobre os mais pobres. O exemplo mais chato e cruel deste interesse particular encontra-se nos Estados Unidos, que domina todos os setores da sociedade com seus meios: comunicação,  agricultura e economia em geral. Seja com altas tecnologias influenciando o mundo com a moeda do dólar ou produção das sementes transgênicas e tudo o que tem relação a sua própria cultura, não se importando com as guerras, preservação do meio ambiente ou a enculturação nas nossas cabeças pensantes, julgando que o importante é estar no topo da dominação, desfilando com seus armamentos pesados.

E a verdadeira riqueza de um país está nas pessoas que trabalham tendo a justiça a seu favor, que valorizam seus sonhos pelo respeito na concretização da realidade na realização pessoal e comunitária, alimentando a fé em Deus, como princípio meio e fim de uma vida robusta de realizações. Que sejam valorizadas todas as iniciativas culturais com suas raças, línguas e nacionalidades, pois todos nós temos a nossa própria liberdade que precisa ser valorizada e sustentada com autonomia.  

O fato é que o Brasil necessitava dessa paralização, pois sendo um país democrático não pode permitir que a corrupção, exploração e a exclusão suguem a riqueza que é produzida com honestidade de um povo que clama por valorização na essência de cada profissão. A população quer ser protagonista de seus deveres e obrigações numa nação livre e segura com representantes que saibam depositar confiança na consciência das pessoas. Que façam da verdade o único caminho na restruturação e remodelamento da condição independente.

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