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Rabiscos do Silêncio – Tudo passa

Vendo a realidade da nossa existência, poderemos chegar a inúmeras conclusões sobre o tempo e tudo o que passa pela nossa vida como processo de experiências na formulação e organização da consciência.

Mas o importante é saber usar do tempo para poder usufruir da vida na melhor condição possível. Sair um pouco da centralização do “eu” e procurar alimentar mais a dimensão do “nós” pela fonte e recurso da coletividade humana. Não excluir as pessoas com pensamentos, palavras e ações contrárias a sua maneira de ser, mas ajudá-las quando fracassarem na busca do sentido da sua existência.

Aqui nesse universo tudo é feito para passar, nada permanece eternamente inclusive a nossa vida, com seus problemas, dificuldades ou tristezas, pois todas as coisas estão associadas a matéria. E o que nos deve impulsionar é a busca intensa da sabedoria nas coisas que não passam. isto é, a edificação da organização de tudo o que gera caminhos seguros na tranquilidade da paz verdadeira.

Os exemplos mais satisfatórios dessa paz estão na abrangência da honestidade, sinceridade e amor, fazendo com que sintamos já aqui nesta vida a experiência das coisas que não passam.

Tudo o que feito com transparência não precisa de reparos na consciência, pois se justifica pela abertura das coisas que não passam, como a própria valorização da vida na dimensão da acolhida de tudo o que é verdadeiro, satisfatório e puro, pois são fontes de bem estar motivacional, que integram as pessoas na busca da liberdade completa do “eu”, como precaução de muitos males gerados por divisões, corrupção e exclusões e que tem origem em comportamentos alienantes, provocando atitudes passageiras como   vícios, violências e as mentiras.

Quantas dores morais e psicológicas  poderiam ser evitadas se as pessoas dessem mais valor ao sentido de acolhida da proteção divina, pois tudo o que é falso, confundível, questionável passa com o tempo, tal qual o vento carregado de poluição e deixa marcas profundas nos ambientes familiares, tornando os sentimentos limitados sem expressão, levando as pessoas a se isolarem ou buscando satisfação em outras fontes, as quais muitas vezes encontram-se contaminadas  pela sujeira, pela impureza,  jogadas pela sociedade na lixeira da corrupção, da maldade e da exclusão.

É preciso saber limpar nossa consciência de tudo o que provoca sinais de morte, semeando sementes da compreensão, verdade, paz, amor e segurança, nos corações das pessoas. Estas sementes produzem frutos saborosos para que as pessoas possam  alimentar a sua alma com tudo o que não passa e transformar-se interiormente.  Terrenos férteis todas as pessoas possuem em suas vidas, mas estes  muitas vezes encontram-se abandonados  ou cheios de pedras ou entulhos provocados pelo tempo mal conduzido.

E na consciência está o grande segredo desse universo, em que nós poderemos conhecer, buscar ou sentir com toda a clareza de que necessitamos, para vivermos a fé verdadeira, com a presença da manifestação de Deus que está em nós, por este valoroso instrumento.  O que exclui essa manifestação em nossa vida, é a procura da imagem em outras fontes que passam: desonestidade, orgulho e avareza,  gerando o esquecimento da presença desta luz verdadeira em nossa consciência.

Mas essa luz sempre precisa ser buscada com o sentimento esclarecedor, evitando coisas que possam escurecer a presença divina em nossa caminhada terrena. Isso é possível se fazendo bom uso de tudo o que envolve amor, respeito e motivação, tendo um desprendimento seguro, responsável e zeloso pelas coisas que a natureza com sua sabedoria nos fornece diariamente para a nossa convivência e existência, pois tudo o que está colocado neste mundo é constituído de energia positiva, e foi feito para unir as pessoas conscientemente e não para dispersar negativamente com a anulação e formação da liberdade própria.

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