Acidentes de trânsito em 2017 causarão impacto de R$ 10,75 bilhões no RS, diz pesquisa

Os acidentes de trânsito que aconteceram no ano passado causarão ao Rio Grande do Sul um impacto econômico de R$ 10,75 bilhões, segundo aponta pesquisa divulgada pela Escola Nacional de Seguros. O valor, equivalente a mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) regional, não se refere a gastos, mas sim à perda da capacidade produtiva, devido à invalidez, temporária ou permanente, ou morte.

O estudo é baseado no Valor Estatístico da Vida (VEV) – o total que cada pessoa deixa de produzir por ano devido aos acidentes. Mesmo casos como o do taxista Luiz Carlos dos Santos, que ficou cerca de quatro meses sem trabalhar, são considerados.

O motorista conta que o carro que dirigia foi atingido por um caminhão que havia desrespeitado um sinal. “Me quebrou a clavícula, quebrou o tornozelo, e fiquei três, quatro meses parado em casa”, afirma.

De acordo com o Seguro Obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), em 2017 mais de 1,8 mil pessoas morreram em acidentes e outras 2 mil ficaram com sequelas permanentes. Eles se somam a situações menos graves, como a do taxista.

De cada 10 veículos em circulação no Brasil, três são motos, em média. Ainda assim, o maior número de acidentes de trânsito no país envolve os veículos de duas rodas, e os homens representam 88% das indenizações por morte.

O ajudante de carga e descarga Sérgio Dantas fraturou o braço em um acidente de moto. Ele diz que foi fechado por um carro, perdeu o equilíbrio e caiu. Agora, aguarda a realização de uma perícia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). “É diferente você ganhar dinheiro parado, não será a mesma coisa que ganhava antigamente”, lamenta.

A pedagoga Adriana Reston, do Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Sul (Detran-RS), afirma que os órgãos de fiscalização direcionam ações na educação dos motoristas. “[O objetivo é] fazer com que a pessoa reflita sobre seu comportamento, pense sobre ele e a partir daí tome a necessidade da mudança”, conta.

“[O acidente] acontece porque alguém transgrediu, assumiu comportamento de risco, essa escolha é individual mas vai refletir no coletivo. É preciso que as pessoas, cada vez mais, se deem conta disso, da importância de assumir comportamentos seguros”, explica.

Fonte: G1 – RS

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